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Investimentos

05 de Maio de 2021 as 00:05:35



CSN Resultados no 1º Trimestre /2021: EXCEPCIONAIS



CSN - Resultados no 1º Trimestre/2021
 
Resultados excepcionais e balanço cada vez mais forte 
 
No último dia 28, a CSN divulgou os resultados do 1T21, que novamente mostraram uma excelente performance operacional e financeira, aproveitando-se do bom momento de seus setores de atuação. A empresa bateu um novo recorde de receita e EBITDA ajustado trimestral, este último em R$ 5,8 bilhões (+ 23% t/t), com aumento em quase todos os segmentos. 
 
A forte geração de caixa operacional contribuiu para a reduzir ainda mais o nível de alavancagem, com a dívida líquida saindo de R$ 25,6 bilhões no 4T20 para R$ 20,5 bilhões no 1T21. O montante equivale a 1,29x EBITDA (vs. 2,23x no final de 2020), aproximando-se da meta de 1,0x para o final de 2021, que poderá ser atingida já no próximo trimestre. 
 
Esse nível de alavancagem, se mantido, alterará substancialmente o perfil de estrutura de capital com que a empresa operou até agora, o que entendemos credenciar a CSN para um novo patamar de operação nos próximos anos, em direção à perpetuidade e aumento de competitividade de seus negócios. 
 
“Mar de rosas” na siderurgia e mineração. 
 
O segmento de siderurgia segue com demanda aquecida, tanto no Brasil como nas demais regiões do mundo. Além da China, que já vinha operando no limite de sua capacidade instalada desde o segundo semestre de 2020, os EUA mostraram recentemente uma aceleração da produção de aço, com o processo de vacinação avançando mais rápido do que o esperado e possibilitando uma retomada antecipada de sua atividade econômica. Outros países como Japão e Europa também incrementaram a produção siderúrgica, sinalizando um momento de demanda global bastante elevada de aço e, consequentemente, de minério de ferro. 
 
Esse cenário contribuiu para o aumento de preços de aço, que atingiram o maior patamar histórico, além de sustentar as cotações de minério de ferro elevadas. Os indicadores acima nos trazem uma expectativa de continuidade do ambiente positivo ao longo do 2T e, portanto, de resultados promissores para a CSN no próximo trimestre. 
 
Siderurgia a todo vapor. 
 
O volume de produção de placas de aço teve incremento de 11% em relação ao 4T20, viabilizado principalmente pela retomada do Alto-Forno#2, que operou em todo o trimestre. O volume vendido foi de 1,3 Mt (+7,1% t/t) e, novamente, a maior parte das vendas foram destinadas ao mercado interno (66%), com destaque para os segmentos de distribuição e indústria geral. Do lado das exportações, houve aumento de 21% t/t nos volumes, com aumento de vendas principalmente para os EUA. 
 
Com relação aos preços, a empresa implementou reajustes relevantes ao longo do período, dando sequência ao movimento de repasse dos altos custos de matérias-primas, facilitado pelo cenário de preços internacionais de aço elevados. Com isso, a receita líquida somou R$ 6,7 bilhões (+32% t/t) e, mesmo com aumento de custo médio de matérias-primas no período, o EBITDA Ajustado atingiu R$ 1,8 bilhão (+48% t/t), com margem de 27,4%(+2,9 p.p. sobre o 4T20). 
 
Vale destacar que a empresa vem alterando a periodicidade de renovação de parte relevante dos contratos, que passaram a ser negociados trimestralmente (os reajustes eram historicamente anuais). A estratégia foi adotada diante do novo cenário do setor, que reduz a visibilidade com relação ao nível de preços no médio prazo.
 
Além disso, 70% das vendas atualmente são direcionadas para a distribuição, construção civil e para o mercado spot (à vista), que trazem uma dinâmica favorável de negociação.
 
A empresa acredita que esse percentual deve ser ainda maior nos próximos trimestres, reduzindo cada vez mais sua exposição a contratos anuais e, de certa forma, alterando o modelo tradicional da relação siderurgia-indústria, e ressaltando que buscará manter uma relação de simbiose (“ganha-ganha”) com os próximos elos das cadeias. 
 
Somado às perspectivas positivas do lado de preços, a CSN anunciou que já tem vendas realizadas para todo o 2T21, com volumes ainda mais altos. Na visão da empresa, o bom cenário tende a continuar durante todo o ano de 2021, pois com a recuperação esperada das diversas indústrias, ainda há espaço para continuar recuperando os níveis de estoques no mercado interno, assim como para incrementar exportações.
 
Acreditamos que a probabilidade de vermos um incremento substancial das vendas e lucros no ano de 2021 é alta, e estamos otimistas com as metas ambiciosas traçadas pela empresa para o segmento no curto e longo prazo.
 
CSN Mineração: primeiro resultado após o IPO foi bastante positivo.
 
Mesmo com volumes menores em função do trimestre sazonalmente mais fraco, o aumento contínuo de preços de minério de ferro e o câmbio favorável possibilitaram um incremento de 21% t/t na receita líquida, que atingiu R$ 5,5 bilhões no 1T21. O EBITDA ajustado recorde de mais de R$ 3,3 bilhões representa uma margem de 67% (-3,3 p.p. sobre o 4T20), cuja redução reflete uma maior compra de minério de terceiros no período e custos de frete superiores. 
 
A taxa de câmbio elevada também beneficiou o resultado financeiro, que foi positivo em R$ 76 milhões, influenciado também pela baixa alavancagem. Assim, o lucro líquido foi de R$ 2,4 bilhões, um aumento significativo de 76% em relação ao forte resultado do 4T20.
 
Além da forte geração de caixa operacional, vista também pela redução do capital de giro em função de uma expansão da conta fornecedores, a empresa contou com o reforço de caixa captado na tranche primária do IPO (R$ 1,3 bilhão). O efeito na alavancagem foi um caixa líquido de R$ 3,7 bilhões no período. 
 
Os investimentos de R$ 170 milhões foram majoritariamente destinados a projetos de manutenção, mas devem se intensificar nos próximos períodos, quando as obras e compra de equipamentos para a expansão começarão a demandar desembolsos relevantes.
 
A empresa reafirmou sua proposta de crescimento agressivo, com aumento de qualidade, e compartilhou que as perspectivas são ainda mais positivas do que foi anunciado durante o IPO. Espera-se um aumento de ~10% de capacidade já a partir de 2022 que, além de trazer mais volumes, deverão contribuir para a diluição de custos fixos. 
 
A empresa segue também investindo na segurança de suas operações, que já são independentes do uso de barragens, e concluiu a descaracterização de mais uma barragem no 1T21, restando apenas 3 estruturas inativas a serem descaracterizadas. 
 
Com relação aos dividendos, a política de distribuição ainda não foi estabelecida, mas a empresa reforçou que mantém a intenção de distribuir 80-100% do lucro líquido. 
 
Os resultados apresentados e as boas perspectivas reforçam nosso otimismo com a CSN Mineração, e continuamos acreditando em seu potencial de crescimento e geração de valor para os acionistas. 
 
IPO da CSN Cimentos se aproxima.
 
Os números do segmento de cimento foram impactados por volumes sazonalmente mais baixos e, apesar de inferiores aos do 4T20, mostram crescimento na comparação anual, tanto em receita (+18,8%, atingindo R$ 277 milhões no 1T21), como no EBITDA ajustado – que saiu de R$ 14 milhões no 1T20 para R$ 105 milhões no 1T21 – e na margem (37%, +27 p.p. acima do 4T20), reflexo da demanda elevada, preços crescentes e controle de custos. 
 
O negócio de cimentos segue apresentando crescimento acima do mercado e o nível de operação atual está próximo de atingir o limite de sua capacidade. Junto com a divulgação dos resultados, a empresa anunciou a aprovação do Conselho de Administração para a realização do IPO da CSN Cimentos, em linha com a estratégia de independência de negócios que foi compartilhada no CSN Day 2020 e já alcançada pelo braço de mineração. 
 
A abertura de capital deve buscar captar recursos para a expansão, que poderá ser orgânica, como por meio de aquisições. A empresa ainda não divulgou detalhes de seu plano de crescimento em cimentos, mas adiantou que do lado orgânico, possui projetos brownfield (expansão da atual planta de Arcos – MG) e greenfield (novas plantas em PR, SE, CE e PA, localidades onde já detém os direitos minerários e cujos projetos de engenharia, aquisição de maquinários e processo de obtenção de licenças já iniciaram). Já do lado de M&A, a empresa acredita que será uma das grandes consolidadoras do segmento e enxerga diversas oportunidades de aquisição. 
 
Entendemos que os números apresentados pela empresa, sua boa posição no segmento e o horizonte favorável para a construção civil reúnem atributos para o sucesso de sua oferta de ações, e que, apesar de não ter seu cronograma divulgado, acreditamos que ocorrerá ainda nesse semestre. 
 
Endividamento e alocação de capital da controladora. 
 
Como mencionado anteriormente, a forte geração de caixa operacional da CSN, potencializada pelos recursos captados pela controladora na tranche secundária do IPO da CSN Mineração, possibilitaram um avanço importante em direção à desalavancagem, que já vinha ocorrendo nos trimestres anteriores.
 
Além da redução, a CSN segue melhorando o perfil de endividamento, o que já se refletiu na percepção de risco da empresa, que teve aumento de ratings recentemente. A empresa busca agora mais uma meta ambiciosa, de ter classificação de grau de investimento até o final de 2021. 
 
Apesar do caixa robusto, a empresa pretende manter a política de dividendos, que prevê a distribuição do percentual mínimo obrigatório (25%). Apesar disso, o montante distribuído deverá ser superior ao de 2020, em função do crescimento do lucro. No 1T21, o lucro líquido consolidado cresceu 46% em relação ao trimestre anterior, atingindo R$ 5,7 bilhões. Cabe destacar que esse número é superior à nossa estimativa para todo o ano de 2021. 
 
Desempenho das ações. 
 
Mesmo após os fortes ganhos de 2020, as ações da CSN continuam apresentando uma das melhores performances na B3, com valorização de 57,7% em 2021 até o momento. Apesar disso, vale mencionar que os múltiplos atuais ainda estão abaixo do patamar de negociação histórico do papel. Isso pode indicar que, em se concretizando o cenário favorável durante o ano, o papel ainda poderá apresentar uma valorização no período. Além disso, a perspectiva de crescimento de dividendos, em função do lucro robusto, agrega um potencial retorno adicional à ação.
 
Assim, ainda que nosso preço-alvo 2021e da CSNA3 permaneça, por ora, em R$ 49,00/ação, mantemos a recomendação de Compra. 
 
Cnfira no anexo a íntegra do relatório a respeito, preparado por
MARY SILVA, analista senior do BB INVESTIMENTOS

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Fonte: MARY SILVA, analista senior do BB INVESTIMENTOS





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