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Investimentos

08 de Janeiro de 2020 as 22:01:24



RENDA FIXA - Debêntures no Mercado Secundário na Ótica de Risco



RENDA FIXA - Debêntures, CRA e CRI no Mercado Secundário
Sob a Ótica dos Riscos
 
análise por RENADO ODO, do BB Investimentos
 
Consistente Mitigação da Aversão ao Risco
 
Cenário
 
Nos últimos dias, o ambiente interno ganhou protagonismo, seguindo a divulgação de dados positivos da economia, mas atraindo especial atenção para o comportamento favorável das medidas de risco e para a retomada de ânimo dos investidores.
 
Neste contexto, apesar do teor menos dovish da ata do Copom, surpreenderam positivamente os indicadores de atividade, como o volume do setor de serviços e o próprio IBC-Br, positivos, bem como a criação de empregos pelo Caged, no melhor resultado desde2013.
 
Mesmo com a alta recente dos preços de alimentos e energia, os agentes interpretam o cenário de modo benigno, porquanto a inflação se mantém dentro da meta e os últimos indicadores de  atividade superaram as projeções do mercado.
 
Como resultado, os primeiros recuos das métricas de risco, ocorridos em novembro, intensificaram-se em dezembro e atingiram níveis expressivamente atenuados, abrindo espaço para novos movimentos de tomada de risco por parte dos investidores.
 
Dessa forma,enquanto o ambiente externo oscila ao tom da disputa comercial entre China e EUA, com Vix mais instável, o mercado doméstico assimila o otimismo, tanto na Bolsa,em recorde histórico, quanto na renda fixa privada,que encerra o ano com sinais de maior amadurecimento e consolidação.
 
Debêntures no Secundário
 
O movimento otimista dos agentes, pontuado no último estudo, já apresentava sinais de força pouco comum no histórico da renda fixa privada, mas, ainda assim, dependia de sinais de confirmação, para configurar uma tendência positiva consistente.
 
Nestas últimas negociações do ano, porém, o cenário favorável ganhou uma força inédita, levando o volume financeiro do mercado secundário de debêntures a expressivos 179% de crescimento, na comparação da média mensal de 2019, frente à média dos 5 anos anteriores, e o próprio volume total de 2019, ao montante de R$ 138,2 bilhões, contra R$ 65,6 bilhões em 2018 (perfazendo, portanto, 101%de incrementoem um ano).
 
Ademais, também sob outras medidas, o mercado demonstra a sua evolução. O número de séries negociadas atingiu o recorde de 437 ao longo de 2019, em média mensal, contra 323 em 2018 e apenas 233 entre 2014-2018, revelando uma maior diversidade de papéis negociados e uma efetiva mitigação do risco de concentração deste segmento.
 
Em outras palavras, o mercado passa a dispor de mais opções de empresas e setores para a escolha do investidor.
 
Além destes aspectos, merece destaque o próprio perfil das negociações. Mesmo com uma quantidade maior de tickers negociados, o volume financeiro por ativo também revela progresso: em 2019, foram transacionados cerca de R$ 26.387,00 por ticker, ao passo que, em 2018, esta média havia registrado R$ 17.700,00.
 
Dessa forma, a negociação secundária movimentou um montante financeiro substancialmente maior e, ao mesmo tempo, proporcionou uma inédita melhoria de liquidez, por papel.
 
Os sinais favoráveis, pontuados na análise anterior, efetivaram uma consistente mitigação da aversão ao risco, com recuo da ponta longa da curva DI, queda das cotações do CDS de 5 e de 10 anos e expressiva redução da diferença entre os dois instrumentos
 
Confira no anexo a íntegra do relatório a respeito preparado por RENADO ODO, CNPI-P 3058, analista senior de investimentos do BB Investimentos
 

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: BB INVESTIMENTOS

 
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