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Investimentos

Terça-Feira, Dia 25 de Fevereiro de 2014 as 15:02:18



INVESTIMENTOS - RENDA FIXA - Análise do mercado de renda fixa



BB Investimentos divulga Relatorio de Mercado sobre Renda Fixa
 
Curva de Juros Futuro declinou na semana
Trégua doméstica após anúncio de meta de superávit/2014
NTN-B (2022) e NTN-F (2023) tem reduções de yield
 
CENÁRIO GLOBAL
 
O mercado internacional teve elevação da aversão ao risco na semana passada, com o índice VIX subindo a 14,68 pontos no dia 21, com alta de  111 pontos-base sobre os 13,57 pontos do dia 14. Em Nova York, os índices Dow Jones e SP500 recuaram 0,32% (16.103 pts) e -0,13% (1.836pts), respectivamente.
 
O movimento foi de leve ajuste, não desviando a tendência da trajetória de recuperação das recentes correções que ocorreram desde meados de janeiro até o início de fevereiro.
 
Os agentes prosseguiram aguardando atualizações de notícias de membros do Fed  sobre a redução de estímulos (tapering), concomitantes às divulgações de novos dados econômicos nos EUA.
 
Também, persiste a preocupação sobre a desaceleração da economia chinesa e com será uma possível a postura de reação do governo local.
 
Em  relação às economias ditas “emergentes", houve uma certa trégua por parte dos investidores no mercado de renda fixa, mas, o índice da bolsa doméstica (Ibovespa) perdeu 1,70% (47.380 pts) na semana passada.
 
O anúncio da meta de superávit primário do  Brasil para 2014, em 1,9% do PIB (em torno de R$99 bilhões), pelo Ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, veio em linha com o consenso de mercado e foi bem recebido pelos investidores. De toda a sorte, a percepção ainda é de continuidade da volatilidade.
 
Mercados
 
Em relação ao mercado de moedas, na semana passada, o dólar ficou estável em relação ao euro, mas, se apreciou versus o real (+1,19%) e se valorizou contra o yen (+0,64%) e perdeu valor diante da libra esterlina (-0,18%).
 
No mercado doméstico, os  títulos indexados ao IPCA (NTN-B, com vencimento em agosto de 2022, registraram yield médio de 6,3390% a.a., no dia 21, ficando 31 pontos-base abaixo do 6,6519% a.a. do dia 14 de fevereiro.
 
Já em relação aos títulos prefixados com cupom semestral, a  NTN-F, com vencimento em 2023,, teve yield médio de 12,8197% a.a. no dia 21, cedendo 31 pontos-base ante 13,1313% do dia 14.
 
Emissões
No mercado corporativo de títulos externo, as recentes emissões foram: Odebrecht Offshore Drilling Finance (25/2), com US$ 580 milhões (sinkable); Banco Safra (6/2), com US$ 800 milhões, e Braskem (3/2), com US$ 500 milhões. Recursivamente, o pipeline provável de emissões de dívida local noticiadas, incluem as seguintes empresas e valores: Centrovias (R$400 milhões), Vianorte (R$150 milhões), Ferreira Gomes Energia (R$211,5 milhões), Petrobras (mínimo R$1 bilhão), Óleo e Gás Participações (R$ 215  milhões), Parnaíba Gás Natural (R$745 milhões), Santo Antônio Energia (R$700 milhões) e AES Tietê (R$300 milhões).
 
CENÁRIO MACROECONÔMICO
 
Conjuntura global
 
O destaque doméstico da semana foi o anúncio pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, da meta de superávit primário do Brasil em 1,9% do PIB para 2014 (em torno de R$99 bilhões), que foi o mesmo percentual obtido no ano passado. O número foi bem  recebido pelos agentes e veio em linha com o consenso de mercado.
 
No cenário externo, se sobressaiu a ata do Fed, referente a sua decisão de 29 de janeiro, que não somente ratificou a continuidade da gradual retirada de estímulos (tapering), como dois membros do Fomc já veem possibilidade de elevação da taxa de juros  (Fed Funds) nos EUA já no segundo semestre de 2014.
 
Nos EUA, a construção de casas novas caiu 16,0% em janeiro, inferior aos -4,8% de dezembro e do consenso de mercado, em -4,9%. Já as licenças para construção baixaram 5,4% em janeiro, para 937 mil, após recuou de 2,6% em dezembro, vindo inferior ao  consenso de -1,6%.
 
Os novos pedidos de seguro-desemprego norte- americanos foram de 336 mil na semana até 15 de fevereiro, abaixo dos 339 mil da semana anterior e acima do esperado, de 335 mil pedidos.
 
O índice de preços do consumidor teve alta  de 0,1% em janeiro, abaixo dos +0,3% de dezembro, ficando em linha com o esperado. Na comparação anual, o indicador subiu 1,6% em janeiro, acima dos +1,5% de dezembro, também ficando em linha com o consenso do mercado.
 
Os novos pedidos de  seguro- desemprego norte-americanos foram de 336 mil na semana até 15 de fevereiro, abaixo dos 339 mil da semana anterior e acima do esperado de 335 mil pedidos.
 
O índice dos gerentes de compras (PMI/Markit) ficou em 56,7 em fevereiro, acima dos 53,7 de janeiro e das expectativas de leitura de 56,3. O índice antecedente teve alta de 0,3% em janeiro, acima da variação nula de dezembro, ficando em linha com o consenso dos economistas.
 
Na Europa, o índice Zew de expectativas na Alemanha ficou em 55,7 em fevereiro, abaixo dos 61,7 de janeiro e das expectativas de 61,5, e o índice Zew de situação anual ficou em 50,0 em fevereiro, acima dos 41,2 de janeiro e do esperado pelos economistas  de 44,0. Já os índices de atividade PMI manufatura da Alemanha, da França e da zona do euro, ficaram em 57,7; 48,5; e 53,0 em janeiro, contra leituras de 56,5; 49,3; e 54,0 em dezembro e  expectativas de 56,3, 49,5 e 54,0, respectivamente.
 
Na Inglaterra,  a taxa de desemprego ILO de 3 meses alcançou 7,2% em dezembro, superior a taxa anterior e as expectativas, ambas em 7,1%.
 
Na China, o Baco Central local (PBoC) enxugou liquidez no mercado monetário, após o crédito ter atingido nível recorde em janeiro. O investimento estrangeiro direto (IED) (A/A) avançou 16,1% em janeiro, indo a US$ 10,7 bilhões, após ter mostrado alta de  3,3% em dezembro (A/A), vindo acima do consenso de mercado, de +2,5%.
 
Já o dado preliminar de fevereiro do índice de atividade PMI Fabricação HSBC/Markit registrou arrefecimento para 48,3, versus 49,5 em janeiro (lembrando que é contração abaixo de  50 e expansão acima deste número), vindo abaixo do consenso de mercado, em 49.
 
Mercados
 
No mercado futuro de juros, a curva da estrutura a termo da taxa de juros havia avançado na semana entre 10 e 14 e fevereiro, mas, arrefeceu firmemente na semana entre 17 e 21 de fevereiro, com o mercado revertendo apostas em elevação da taxa Selic de  50 pontos-base, para 25 pontos-base, na decisão do Copom na próxima quarta-feira, dia 26.
 
Também, os agentes receberam bem a divulgação da meta de superávit primário do Brasil, em 1,9% do PIB para 2014.
 
O dólar comercial (interbancário) fechou cotado a R$2,3560 no último dia 14, encerrando com baixa semanal de  1,17% passando a acumular -2,56% em fevereiro, estabilidade no ano e +19,29% em 12 meses.
 
Ambiente doméstico
 
No Brasil, a taxa de desemprego ficou em 4,8% em janeiro, acima dos +4,3% de dezembro e abaixo do consenso dos economistas de +5,1%. Já a criação de vagas na economia, o CAGED, mostrou que foram gerados 29.595 posto de trabalhos formais em  janeiro, contra redução de 449.444 em dezembro e expectativas de criação de 55.000 postos de trabalho.
 
O IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10) da Fundação Getúlio Vargas variou +0,30% em fevereiro, abaixo dos +0,58% de janeiro, vindo abaixo da expectativa de +0,34%. Já a da segunda prévia de fevereiro do IGP-M (índice Geral de Preços - Mercado) subiu  0,24% abaixo de +0,46% da mesma prévia do mês anterior, vindo menor do que o esperado, em +0,28%.
 
O IPCA-15 de fevereiro, considerado como uma prévia do dado fechado do mês, variou +0,70%, versus 0,67% em janeiro, levemente acima do 0,68% estimado pelo mercado. O indicador passou a acumular 1,37% em 2014 e 5,65% em 12 meses.
 
Agenda da Semana
 
no Brasil,
confiança do consumidor e IPC-S (24),
IPC0FIPE e custos de construção (25),
decisão do Copom sobre a taxa Selic (26),
IGP-M e PIB (27) e
resultados primário e nominal e coeficiente dívida líquida/PIB  (28);
 
nos EUA
índice de atividade do Fed Chicago e do FED Dallas (24),
índice de confiança do consumidor e índice de manufatura do Fed Richmond (25),
vendas de casas novas (26),
pedidos de bens duráveis, dados de seguro-desemprego e índice de atividade do Fed  Kansas (27);
 
na Alemanha,
índice IFO de clima de negócios (24),
PIB (25),
confiança do consumidor (26),
taxa de desemprego e IPC (27) e
vendas no varejo (28);
 
na Inglaterra,
PIB (25) e confiança do consumidor (27);
 
no Japão, 
PMI fabricação,
taxa de desemprego,
IPC,
produção industrial e
vendas a varejo (27);
 
na China,
PMI manufatura (28).
 
 
Confira no anexo o relatório completo, elaborado pelos profissionais do BB-Investimento, analista Nataniel Cezimbra, gerente da equipe de analistas; Hamilton Moreira, estrategista; e Renato Odo, analista de renda fixa do BB-BI
 

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: BB BI, analista Nataniel Cezimbra, gerente da equipe de analistas;Hamilton Moreira, estrategista; e Renato Odo, analista de renda fixa do BB-BI





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