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Internacional

03 de Setembro de 2013 as 12:09:35



ESPIONAGEM AMERICANA - Arapongagem pessoal contra telefone e email de Dilma Roussef piora o quadro



Brasil manifesta indignação e cobra explicações formais dos EUA sobre espionagem de Dilma e autoridades
 
Brasil cobra explicações por escrito sobre arapongagem pessoal contra telefone e email da presidenta Dilma Roussef.
 
O governo do Brasil reiterou na 2ª feira, 02.09, a indignação às autoridades dos EUA em meio às denúncias de espionagem de agências norte-americanas sobre dados da presidenta Dilma Rousseff e assessores, conforme divulgado no domingo 01.09, no programa Fantástico, da TV Globo.
 
Os ministros José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Luiz Alberto Figueiredo Machado, das Relações Exteriores, reiteraram ser inadmissível aceitar qualquer tipo de violação, mas evitaram mencionar futuras providências que deverão ser tomadas contra os EUA.
 
Cardozo e Figueiredo cobraram dos EUA explicações, por escrito e formais, sobre as denúncias.
 
“A violação da soberania não pode acontecer sob nenhum pretexto", disse Cardozo, lembrando que a indignação foi exposta aos norte-americanos. “Nós confrontamos com aquilo que foi revelado.”
 
Em seguida, o ministro da Justiça reiterou que
 
“a violação da soberania não pode acontecer sob nenhum pretexto”.
 
Segundo ele, a situação se agrava quando a violação ocorre
 
sob o ponto de vista político e empresarial ... Isso fica, sem sombra de dúvidas, piorada”.
 
Na semana passada, Cardozo esteve em Washington, nos EUA, para reuniões com o vice-presidente Joe Badin, a assessora para Assuntos de Contraterrorismo, Lisa Monaco, e o chefe de Departamento de Justiça, Eric Holder. O ministro afirmou que apresentou como sugestão a adoção de protocolo de entendimento entre EUAe Brasil para a investigação em caso de suspeitas de terrorismo ou atos ilícitos.
 
Cardozo disse que a proposta se baseia na fixação de regras que a interceptação de dados só pode ser feita em território nacional, com ordem judicial e sob presunção de inocência.
 
“Diante de indícios, se existirem práticas, o governo norte-americano poderia solicitar dentro do protocolo um acesso a essas informações. Nós dissemos que não nos furtaríamos ao diálogo, desde que a questão não se colocasse de forma meramente retórica.”
 
Figueiredo acrescentou que a violação da privacidade e dados pessoais, sejam de autoridades, como a presidenta da República, e dos cidadãos em geral é “incompatível” com a parceria existente atualmente entre Brasil e EUA.
 
“É uma violação inconcebível e inaceitável da soberania brasileira”,
 
ressaltou.
 
Pela manhã, Dilma convocou ministros para duas reuniões de emergência no Palácio do Planalto para discutir as denúncias de espionagem. As reuniões ocorreram em duas etapas: a primeira, que começou por volta das 10h, teve a presença dos ministros Cardozo, José Elito (Gabinete de Segurança Institucional), e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência).
 
A segunda reunião, ocorreu logo depois, com Cardozo e os ministros Paulo Bernardo, das Comuniações,  Amorim, da Defesa, e Luiz Alberto Figueiredo Machado, das Relações Exteriores.
 
Antes das reuniões, Figueiredo convocou o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, para prestar esclarecimentos formais ao governo brasileiro e cobrou explicações por escrito das autoridades norte-americanas.
 
Segundo o jornal paulistano, O Estado, para o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, os EUA estão fazendo "espionagem industrial e comercial":
 
"Esse aparato todo tem objetivo de trapacear nas negociações e levar vantagem indevida nas tratativas comerciais e industriais. Não há necessidade dessa arapongagem toda para saber que não existe, no Brasil, ameaça à segurança americana".


Fonte: Agência Brasil





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