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Economia e Finanças

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Manutenção da Selic em 15% ao ano preocupa setor produtivo


 
Manutenção da Selic em 15% ao ano preocupa setor produtivo
Indústria, comércio e centrais sindicais criticam decisão do Copom
Wellton Máximo 
05.11.2025, 20h34
 
A decisão do COPOM Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC) de manter a taxa Selic em 15% ao ano gerou reações entre representantes da indústria, do comércio, da construção civil e do movimento sindical. Para a CNI Confederação Nacional da Indústria, o nível elevado de juros sufoca a atividade econômica e isola o Brasil no cenário internacional, onde a maioria dos países já iniciou ciclos de redução.
 
Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a continuidade de uma política monetária “excessivamente contracionista” é prejudicial ao país.
 
“A Selic tem freado a economia muito além do necessário, uma vez que a inflação está em clara trajetória de queda. A taxa atual traz custos desnecessários, ameaçando o mercado de trabalho e o bem-estar da população”,
 
destacou Alban.
 
Pesquisa inédita da CNI mostra que 80% das empresas industriais apontam os juros como o principal obstáculo ao crédito de curto prazo, enquanto 71% consideram a taxa o maior entrave ao financiamento de longo prazo.
 
Construção civil
 
O setor da construção também demonstrou preocupação. Em comunicado, o presidente da CBIC Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Renato Correia, afirmou que uma Selic elevada por longo período encarece o crédito imobiliário e inibe novos projetos.
 
“A construção é um dos setores mais sensíveis ao custo do crédito e à confiança do consumidor. Uma Selic de 15% torna muitos empreendimentos inviáveis”,
 
avaliou.
 
Em outubro, a CBIC reduziu a projeção de crescimento do setor em 2025 de 2,3% para 1,3%, citando os impactos do ciclo prolongado de juros altos.
 
Sindicatos apontam impacto fiscal
 
Centrais sindicais também criticaram a decisão. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), cada ponto percentual de aumento da Selic eleva em cerca de R$ 50 bilhões os gastos públicos com juros da dívida.
 
“Estamos falando de quase R$ 1 trilhão desviados para o rentismo, que poderiam ser investidos em saúde, educação e infraestrutura”,
 
afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT.
 
A Força Sindical classificou o cenário como “era dos juros extorsivos”. Em nota, o presidente da central, Miguel Torres, afirmou que que a política do Banco Central compromete o consumo e a renda das famílias no fim do ano.
 
Supermercados
 
Os juros altos também atraíram críticas do setor de supermercados. Segundo a APAS Associação Paulista de Supermercados, o Brasil está na contramão do restante do planeta, que reduz juros.
 
“Temos hoje a segunda maior taxa real de juros do mundo, prejudicando os investimentos, o consumo das famílias e perpetuando os entraves estruturais ao desenvolvimento”,
 
destacou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz.
 
Cautela monetária
 
Embora reconheça que os juros estão altos, a ACSP Associação Comercial de São Paulo considera que a política monetária responde a outros desafios. Segundo o economista da entidade, Ulisses Ruiz de Gamboa, a manutenção da Selic reflete um cenário de inflação ainda acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica e da valorização do real.
 
“Esse quadro, somado à expansão fiscal, à resiliência do mercado de trabalho e às incertezas externas, justifica uma postura monetária cautelosa”,
 
justificou.


Fonte: AGENCIA BRASIL. Wellton Máximo, repórter





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