Home   |   Expediente   |   Publicidade   |   Cadastre-se   |   Fale Conosco             

Economia e Finanças

Terça-Feira, Dia 16 de Setembro de 2025 as 1:30:22



DESEMPREGO recua para 5,6%, a menor taxa desde 2012, mostra IBGE


 
Desemprego recua para 5,6%, a menor taxa desde 2012, mostra IBGE
Trimestre encerrado em julho teve recorde de vagas com carteira
Bruno de Freitas Moura
3ª feira, 16.09.2025, 09h31
 
A taxa de desemprego no trimestre encerrado em julho ficou em 5,6%, a menor da série histórica iniciada em 2012. No trimestre móvel anterior, a taxa era de 5,8%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
 
O País tinha no fim de julho 6,118 milhões de pessoas desocupadas, o menor contingente desde o último trimestre de 2013 (6,1 milhões). O número de ocupados atingiu o recorde de 102,4 milhões.
 
O trimestre foi marcado também pelo recorde no número de trabalhadores com carteira assinada, 39,1 milhões.
 
Com esses dados, o nível de ocupação ─ percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar ─ manteve o percentual recorde de 58,8%.
 
De acordo com William Kratochwill, analista da pesquisa, o resultado do trimestre sustenta o bom momento do mercado de trabalho.
 
"O mercado se mostra aquecido, resiliente, com características de um mercado em expansão. O estoque de pessoas fora da força de trabalho vem diminuindo",
diz.
 
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procura uma vaga. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
 
O IBGE faz também um mapeamento das pessoas que estão fora da força de trabalho, que ficou em 65,6 milhões, estável ante o trimestre móvel anterior. A população desalentada, os que não procuraram emprego por achar que não conseguiriam vaga, recuou 11% no trimestre e alcançou 2,7 milhões de pessoas.
 
Para Kratochwill, os indicadores mostram que as pessoas que deixaram a população desocupada “não estão se retirando da força de trabalho ou caindo no desalento, elas estão realmente ingressando no mercado de trabalho”.
 
O levantamento mostra que a ocupação no período de maio a julho foi puxada por três dos dez grupamentos pesquisados:
 
> agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: mais 206 mil pessoas
informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: mais 260 mil pessoas;
administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: mais 522 mil pessoas
 
A análise dos dados aponta que a taxa de informalidade chegou a 37,8%. No trimestre anterior, era 38%. A taxa de julho 2025 é a segunda menor já registrada, perdendo apenas para julho de 2020 (37,2%), quando, em plena pandemia, trabalhadores informais foram os que mais sofreram com o desemprego, sendo expulsos do mercado de trabalho, por isso a taxa ficou menor à época. 
 
Apesar da redução da informalidade, o número de trabalhadores sem vínculo formal, ou seja, sem todas as garantias trabalhistas, ficou em 38,8 milhões, superando a do trimestre anterior (38,5 milhões).
 
"Como teve aumento na população com emprego formal, a taxa de informalidade caiu",
explica. 
 
O analista do IBGE faz a ressalta de que esse crescimento da parcela informal não teve significância estatística.
 
Rendimento
 
O rendimento do trabalhador no trimestre encerrado em julho ficou em R$ 3.484, o maior para o trimestre. No entanto, levemente abaixo do período de três meses terminado em junho (R$ 3.486).
A massa de rendimentos, que é o total de renda do conjunto dos trabalhadores, alcançou R$ 352,3 bilhões, ficando 2,5% acima do segundo trimestre.
 
Adiamento
 
A data original de publicação da Pnad do trimestre encerrado em julho era 29 de agosto, mas o IBGE precisou atrasar a divulgação em 18 dias por problemas técnicos.


Fonte: AGENCIA BRASIL. Bruno de Freitas Moura, repórter





Indique a um amigo     Imprimir     Comentar notícia

>> Últimos comentários

NOTÍCIAS DA FRANQUEADORA E EMPRESAS DO SEGMENTO


  Outras notícias.
CADERNETA DE POUPANÇA - Saques superam Depósitos em R$ 2,85 BI em novembro 05/12/2025
CADERNETA DE POUPANÇA - Saques superam Depósitos em R$ 2,85 BI em novembro
 
BOLSA desaba e DÓLAR sobe: Mercado reflete Revés no Plano Tarcísio 05/12/2025
BOLSA desaba e DÓLAR sobe: Mercado reflete Revés no Plano Tarcísio
 
BOLSA supera os 164 mil pontos e bate 3º recorde seguido 04/12/2025
BOLSA supera os 164 mil pontos e bate 3º recorde seguido
 
MERCADO FINANCEIRO reduz a 4,43% a Previsão da Inflação em 2025 01/12/2025
MERCADO FINANCEIRO reduz a 4,43% a Previsão da Inflação em 2025
 
BC fecha cerco a CONTAS-BOLSÃO e Regulamenta Serviços Bancários 29/11/2025
BC fecha cerco a CONTAS-BOLSÃO e Regulamenta Serviços Bancários
 
BC proíbe FINTECHS Sem Licença de usar termos como “Banco” e “Bank” 25/11/2025
BC proíbe FINTECHS Sem Licença de usar termos como “Banco” e “Bank”
 
BOLSA bate recorde e alcança 159.072 pontos; DÓLAR cai a R$ 5,335 30/11/2025
BOLSA bate recorde e alcança 159.072 pontos; DÓLAR cai a R$ 5,335
 
INFLAÇÃO de 2025 ficará abaixo do Teto da Meta, em 4,45% 25/11/2025
INFLAÇÃO de 2025 ficará abaixo do Teto da Meta, em 4,45%
 
IPCA-15 - Prévia de 0,20% faz Inflação Oficial voltar para meta do governo: 4,5% aa 26/11/2025
IPCA-15 - Prévia de 0,20% faz Inflação Oficial voltar para meta do governo: 4,5% aa
 
IMPOSTO DE RENDA - Lei que amplia Isenção será sancionada por LULA 26/11/2025
IMPOSTO DE RENDA - Lei que amplia Isenção será sancionada por LULA
 
Escolha do Editor
Curtas & Palpites