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Justiça

26 de Fevereiro de 2024 as 15:12:39



Sindicatos denunciam 96 Assassinatos de Jornalistas em GAZA


Gaza está destruída pelos militares de Israel; e sua população, massacrada.
 
Sindicatos denunciam 96 assassinatos de jornalistas em Gaza
Do total de profissionais mortos em 2023, 75% estavam no enclave
 
A FIJ Federação Internacional dos Jornalistas, em parceria com sindicatos e organizações de defesa da liberdade de expressão de várias partes do mundo, promove nesta 2ª feira, 26.02, o Dia Internacional de Solidariedade aos Jornalistas Palestinos para denunciar os 96 assassinatos de profissionais de imprensa palestinos desde o dia 7 de outubro de 2023.
 
“Este massacre é tão horrível quanto sem precedentes”,
 
afirmou a FIJ ao justificar a mobilização em apoio aos jornalistas palestinos.
 
“É uma tragédia terrível e injustificada. As necessidades dos nossos colegas que trabalham em Gaza tornaram-se críticas. Em pleno inverno, aos nossos irmãos e irmãs e às suas famílias falta tudo e, principalmente, o essencial: roupas, cobertores, tendas, comida, água”,
 
completou a federação.
 
O conflito no Oriente Médio ainda tirou a vida de quatro jornalistas israelenses, todos mortos no ataque do Hamas do dia 7 de outubro, e mais três jornalistas libaneses. Ao todo, 103 profissionais de imprensa foram assassinados em quase cinco meses de guerra.
 
O CPJ Comitê de Proteção de Jornalistas calculou que, em 2 anos da guerra na Ucrânia, 15 jornalistas foram assassinados no país europeu. Ainda segundo o comitê, do total de jornalistas assassinados em 2023, 75% deles estavam em Gaza.
 
“A guerra Israel-Gaza é a situação mais perigosa para os jornalistas que já vimos”,
 
disse Sherif Mansour, coordenador do programa do CPJ para o Oriente Médio e o Norte de África. 
 
“O exército israelense matou mais jornalistas em 10 semanas do que qualquer outro exército ou entidade num único ano. E com cada jornalista morto, a guerra torna-se mais difícil de documentar e de compreender”,
 
completou Mansour.
 
Em alguns casos, o Exército de Israel justifica os assassinatos dizendo que os jornalistas estariam envolvidos com atividades consideradas terroristas. Porém, segundo o CPJ, “nenhuma prova credível jamais foi produzida” para sustentar essas acusações.
 
Segundo o Sindicato dos Jornalistas Palestinos, há 1,5 mil profissionais de mídia deslocados na Faixa de Gaza e outros 65 estão presos. 
 
A entidade também responsabiliza Israel por atacar veículos de imprensa.
 
“O sindicato documentou a destruição, pela ocupação, de 73 instituições de comunicação social na Faixa de Gaza, como resultado do bombardeio israelense em curso, incluindo 21 estações de rádio locais, 15 agências de notícias locais e internacionais, 15 canais de satélite locais e internacionais, 6 jornais locais, 3 torres de transmissão e 13 instituições de assessoria de imprensa”,
 
afirmou a entidade que representa a categoria na Palestina.
 
Brasil
 
No Brasil, sindicatos da categoria realizam um ato nesta 2ª feira, 26.02, em Juiz de Fora MG, e outro na 3ª feira, 27.02, em São Paulo SP. Na capital paulista, o ato foi convocado pela FENAJ Federação Nacional dos Jornalistas, pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, entre outras entidades.
 
A presidenta da Fenaj, Samira de Castro, destacou que o elevado número de jornalistas mortos em Gaza indica que esses trabalhadores estão sendo alvos deliberados das forças de Israel.
 
“Isso porque são profissionais que reportam o conflito a partir de Gaza, com uma visão do povo palestino. Inclusive, está proibido o acesso de imprensa internacional a Gaza. Israel não está deixando a imprensa internacional entrar nas áreas de conflito. O que demonstra que é, além de um massacre deliberado de profissionais, um grave atentado mundial à liberdade de imprensa”,
 
comentou Samira.
 
O ato previsto para ocorrer no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, a partir das 20h de 3ª feira, também vai chamar a atenção para os casos dos jornalistas brasileiros Breno Altman e Andrew Fishman, que têm recebido ameaças por realizarem uma cobertura crítica às ações de Israel. Breno Altman ainda responde a um inquérito na Polícia Federal por comentários sobre o conflito.
 
“No Brasil, também estamos vivendo um ataque a todos os jornalistas que ousam se posicionar em relação ao direito, à liberdade de imprensa e de expressão do ponto de vista do lado palestino”,
 
acrescentou Samira.


Fonte: AGENCIA BRASIL.





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