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Economia e Finanças

01 de Fevereiro de 2024 as 05:02:16



SELIC - TÍMIDO o Corte da Taxa, consideram as Organizações do Setor Produtivo


 
Organizações do setor produtivo consideram tímido corte da Selic
Para CNI, redução de apenas 0,5 ponto é “injustificável”
 
O corte de meio ponto percentual na taxa Selic (juros básicos da economia) recebeu críticas das entidades do setor produtivo. Segundo representantes da indústria e as centrais sindicais, os juros continuam altos, travando a economia e encarecendo o crédito.
 
A CNI Confederação Nacional da Indústria classificou de “injustificável” a decisão desta 4ª feira, 31.01, do COPOM Comitê de Política Monetária. Em nota, o presidente da entidade, Ricardo Alban, o Banco Central deve ter maior compreensão da realidade brasileira. Ele pediu mais ousadia no ritmo de queda da taxa Selic para diminuir significativamente o custo financeiro das empresas.
 
“É necessário e desejável maior agressividade do Copom para que ocorra uma redução mais significativa do custo financeiro suportado por empresas, que se acumula ao longo das cadeias produtivas, e consumidores. Sem essa mudança urgente de postura, seguiremos penalizando não só a economia brasileira, mas, principalmente os brasileiros, com menos emprego e renda”,
 
criticou Alban. Antes da reunião do Copom, a CNI tinha soltado nota pedindo um corte de 0,75 ponto percentual.
 
Segundo a CNI, as expectativas para a inflação em 2024 estão abaixo do teto da meta, e o câmbio pode contribuir para controlar a inflação. O comunicado lembrou que o dólar comercial caiu de R$ 5,40 no início de 2023 para R$ 4,90 neste ano.
 
A FIRJAN Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro emitiu comunicado em que considera crucial a continuidade das reduções da taxa Selic para a economia. No entanto, a entidade afirma que existe espaço para cortes mais intensos.
 
“O retorno da inflação à meta em 2023 e a desaceleração do índice prévio de janeiro têm provocado reduções nas expectativas inflacionárias, especialmente para o ano de 2024. Os cortes mais acentuados dos juros também se justificam pelos dados de curto prazo, que indicam um cenário de desaceleração da atividade econômica”,
avalia a Firjan.
 
Centrais sindicais
 
As centrais sindicais também criticaram a diminuição de 0,5 ponto, que chamaram de tímido. A CUT Confederação Única dos Trabalhadores relacionou os cortes na taxa Selic à queda do desemprego para 7,8%, divulgada nesta 4ª feira, 31.01, pelo IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
 
Em nota, a CUT pediu cortes mais agressivos. Para a central sindical, os juros continuam altos e prejudicam medidas do governo para a recuperação da economia.
 
“Não tem como a Selic prosseguir nesses níveis. Como vamos implementar um projeto de reindustrialização no Brasil, investir na saúde, em obras do PAC, como o Estado irá conseguir somar dinheiro para tantas áreas fundamentais, com os juros acima dos 10%?”,
 
pondera a presidenta da Contraf-CUT Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Juvandia Moreira.
 
A Força Sindical tachou de “tímida e insuficiente” a queda de meio ponto percentual na Selic. “Um pouco mais de ousadia traria enormes benefícios para o setor produtivo, que gera emprego e renda e anseia há tempos por um crescimento expressivo da economia. É um absurdo esta mesmice dos tecnocratas do Banco Central”, destacou a nota da entidade.
 
“Juros em patamares estratosféricos sangram as riquezas do país, criam enormes obstáculos ao desenvolvimento nacional e comprometem a geração de postos de trabalho e os investimentos sociais. Insistimos que a manutenção dos juros em patamares proibitivos trava a retomada do crescimento econômico”,
 
afirmou em nota o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.


Fonte: AGENCIA BRASIL. Chamada de capa da Redação JF





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