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Investimentos

11 de Maio de 2022 as 16:05:56



AMBEV - Resultado no 1º Trimestre de 2022: POSITIVO


AMBEV - Resultado no 1º Trimestre de 2022
Crescimento de volume e receita,
mesmo com cenário desfavorável para a indústria; positivo
 
Por Mary Silva, CNPI e 
Melina Constantino, CNPI
06.05.2022
 
Ambev 1T22: crescimento de volume e receita, mesmo com cenário desfavorável para a indústria; positivoA Ambev entregou resultados positivos no 1T22, mesmo com os desafios enfrentados no início do ano, quando houve um aumento expressivo de casos de covid-19 pelo alastramento da variante Ômicron.
 
Mesmo com o cancelamento do carnaval no Brasil, e outros eventos em geral, a empresa entregou crescimento de volume consolidado (+3,6% a/a) no 1T22, e alta de 14,5% a/a na receita/hl, impulsionados principalmente pela performance comercial no Brasil, com a retomada do consumo fora da residência a partir de fevereiro.
 
A elevação de custos, especialmente àqueles relacionados aos preços das commodities, já era esperada e mesmo após o início dos conflitos no leste europeu – que levou à escalada de preços de commodities – a alta de 23,4% a/a no custo/hl (excluindo depreciação e amortização) ficou dentro do esperado pela companhia. As despesas com vendas, gerais e administrativas cresceram abaixo do patamar da receita líquida, o que possibilitou a expansão de 10,2% no EBITDA ajustado do 1T22, na comparação anual e de forma orgânica.
 
De acordo com a empresa, o bom desempenho comercial foi impulsionado pela estratégia acertada com foco em marcas premium, além de inovações e plataformas tecnológicas como o BEES e o Zé Delivery. Considerando que o cenário no Brasil permanece desafiador em termos de renda disponível e inflação em alta, o crescimento neste ano, na comparação com 2021, deve vir mais em função da elevação da receita/hl, especialmente no segmento de cerveja, do que do aumento de volumes.
 
Destaques operacionais e financeiros
 
> Brasil.
 
Mesmo com um ambiente de negócios desafiador, principalmente em janeiro em razão do aumento de casos de covid-19 pela variante Ômicron, o segmento de cervejas no Brasil apresentou crescimento de 13,7% a/a na receita líquida do trimestre, justificada pelo aumento de 2,1% no volume e por reajustes de preços. 
 
Os custos/hl (excluindo depreciação e amortização) cresceram 21,3%, impactados principalmente pelos preços das commodities. Excluindo vendas de produtos de terceiros no marketplace, o custo/hl teve alta de 15,3%, e a companhia reiterou a sua projeção de crescimento entre 16% e 19% dos custos totais em 2022. O EBITDA ajustado do segmento cresceu 1,0% a/a, de forma orgânica, com o aumento de custos compensando quase totalmente o aumento de receita.
 
No segmento de não alcoólicos (NAB), a receita líquida cresceu expressivos 36,1% em relação ao 1T21, devido ao aumento de 16,9% no volume e pelo mix de marcas e embalagens, além de iniciativas de gestão de receitas. A intensificação do consumo fora da residência favoreceu o volume de vendas, além do crescimento da plataforma BEES. Mesmo com os custos/hl (excluindo depreciação e amortização) crescendo 36,8% a/a, o EBITDA ajustado apresentou crescimento de 12,3% a/a, organicamente.
 
No consolidado, o EBITDA ajustado das operações no Brasil totalizou R$2,7 bilhões, alta de 2,3% a/a, impulsionado pelo crescimento da receita, apesar da pressão de custos. 
 
América Central e Caribe (CAC).
 
Apesar de problemas na cadeia de suprimentos na República Dominicana, que contribuíram para uma queda de 4,7% a/a no volume, a receita líquida cresceu 4,5%, impulsionada pelos aumentos de preços e mix de vendas. As marcas Michelob Ultra e Stella Artois foram destaques neste mercado, enquanto a plataforma BEES continuou contribuindo para o bom desempenho comercial da região, na qual 99% dos clientes na Republica Dominicana são totalmente digitais e no Panamá, 70% da receita líquida do país foi originada através de BEES, em apenas 6 meses. O EBITDA ajustado atingiu R$892,5 milhões, crescimento de 4,7% a/a.
 
América Latina Sul (LAS).
 
O volume cresceu 2,9% no 1T22 na comparação anual, liderado por Paraguai, Argentina e Uruguai. A receita/hl teve crescimento expressivo de 36,8% a/a, justificado pela gestão de receitas e mix de vendas/marcas. As despesas gerais e administrativas cresceram em ritmo abaixo da receita líquida, o que permitiu avanço significativo de 42% a/a no EBITDA ajustado.
 
Canadá.
 
Os impactos das restrições de circulação [das pessoas], especialmente em janeiro, em razão da variante do covid-19, tiveram forte impacto na indústria de cerveja no País, resultando em queda de 8,4% a/a no volume. A receita/hl cresceu 4,0% a/a, mas não foi suficiente para compensar a redução de volume, o aumento de custos em razão de altos preços de commodities e o crescimento de despesas com vendas, gerais e administrativas, que levaram à queda de 23,2% a/a no EBITDA ajustado do trimestre.
 
 
Consolidado
 
No consolidado, a receita líquida da Ambev somou R$18,4 bilhões no 1T22, crescimento de 18,5% a/a, de forma orgânica, e 10,8% em relação ao reportado, impulsionada por maiores volumes (+3,6% a/a) e maior receita/hl (+14,5% a/a - organicamente). O EBITDA ajustado atingiu R$5,5 bilhões, com crescimento de 10,2%, em patamar abaixo da receita devido principalmente às pressões de custos.
 
O lucro líquido ajustado totalizou R$3,5 bilhões, alta de 28,6% a/a, justificado pela evolução do resultado operacional, conforme mencionado acima, além da melhora do resultado financeiro líquido e da menor alíquota efetiva de impostos.
 
ABEV3 vs IBOV
 
As ações da Ambev acumulam queda de aproximadamente 11% em 2022, enquanto o Ibovespa tem leve alta de 0,3% até ontem (05/maio). No final de fevereiro, após o início dos conflitos no leste europeu, que levou à escalada no preço das commodities, os papéis da companhia também reagiram negativamente, com receios em relação à maior pressão de custos com insumos.
 
Em resumo, a Ambev entregou resultados melhores do que o esperado levando em consideração o cenário ruim para a indústria no início do ano, com o alastramento da Ômicron ocasionando o cancelamento de eventos sociais
 
Apesar dos desafios em relação à expansão do volume, dado a menor renda disponível do consumidor e ambiente inflacionário elevado, além do cenário de aumento de custos com commodities (no caso da Ambev, principalmente alumínio e cevada), a Companhia reiterou sua ambição de entregar crescimento de EBITDA orgânico em 2022 em patamar superior ao crescimento entregue em 2021 (+10,9% a/a). Para isso, o bom desempenho comercial no Brasil será bastante relevante, tanto em cervejas como em não-alcóolicos. 
 
Recomendação de Compra
 
Em nossa visão, a boa execução operacional da Ambev pode prevalecer sobre o ambiente de negócios desfavorável, inclusive com a empresa podendo ganhar participação de mercado e, por isso, mantemos recomendação de Compra e preçoalvo de R$18,50 para ABEV3 para o final de 2022, até incorporarmos os resultados trimestrais recentes em nosso valuation.
 
CONFIRA no anexo a íntegra do relatório de análise a respeito, elaborado por
MARY SILVA, CNPI, e MELINA CONSTANTINO, CNPI,
analistas do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: MARY SILVA, CNPI, e MELINA CONSTANTINO, CNPI, analistas do BB Investimentos





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