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Investimentos

06 de Maio de 2022 as 01:05:13



GERDAU - Resultado no 1º Trimestre/2022: ACIMA DAS EXPECTATIVAS


 
GERDAU - Resultado no 1º Trimestre/2022
Números Acima das Estimativas e Perspectivas Favoráveis
 
Por Mary Silva, CNPI
05.05.2022
 
A Gerdau reportou, mais uma vez, números excelentes no 1T22. Em nossa opinião, foi o melhor resultado do setor nesta temporada.
 
Apesar dos desafios para a indústria siderúrgica, como problemas logísticos, inflação de custos, incertezas relacionadas ao conflito entre Rússia e Ucrânia e ao crescimento econômico global, a empresa capturou uma série de oportunidades no trimestre, aproveitando-se da diversificação geográfica de suas operações, e entregou um EBITDA de R$ 5,2 bilhões (em linha com o 4T21) e um lucro líquido de R$ 2,9 bilhões (-17,4% t/t) – que avaliamos como muito positivos, ainda mais se considerarmos a valorização cambial no período, que impacta negativamente as receitas em dólares. 
 
O grande destaque do 1T22 foi novamente a ON América do Norte, que continua operando no limite de sua capacidade e teve crescimento de vendas e rentabilidade, dada a dinâmica favorável do setor de siderurgia nos EUA, puxada pelos setores de construção civil não-residencial e industrial, e aos investimentos em melhorias realizados pela empresa nos últimos anos, que elevaram sua competitividade e nível de serviço.
 
A alavancagem financeira continuou reduzindo, com o indicador dívida líquida/EBITDA encerrando o 1T22 no menor patamar já registrado pela companhia, de 0,20x (ante 0,30x no 4T21). Junto com a divulgação dos resultados, a empresa anunciou um programa de recompra de até 55 milhões de ações preferenciais (GGBR4), que representam 5% do free-float, com validade de 18 meses. 
 
Além disso, foi aprovada a distribuição de R$ 973 milhões em dividendos (R$ 0,57/ação, que representa um yield1 de 2,1%), a serem pagos no próximo dia 25/05. Desta forma, a Gerdau soma R$ 5,6 bilhões de proventos distribuídos nos últimos 12 meses e um yield1 superior a 11%.
 
Destaques por Operação de Negócios (ON)
 
A ON Brasil apresentou queda 4% nos volumes de venda em relação ao 4T21, puxada pelo recuo das exportações, enquanto o mercado interno seguiu com demanda estável. A receita líquida recuou 10% t/t, refletindo também preços médios mais baixos, assim como o EBITDA ajustado, que reduziu 30% t/t, e a margem EBITDA ajustada, que seguiu desacelerando, para 24,3% (ante 31,5% no 4T21) – impactados pelo avanço dos custos de produção.
 
A ON América do Norte teve novamente um desempenho excelente, diante da continuidade do cenário favorável nos EUA. A unidade segue operando acima de 90% da capacidade instalada, e teve incremento de 4% tanto nos volumes de vendas como na receita líquida sobre os já elevados níveis do 4T21, puxados, mais uma vez, pelos setores de construção civil não-residencial e industrial. 
 
Outro fator positivo para a operação foi a queda nos preços de sucata – a principal matéria-prima da operação – que contribuiu para um EBITDA ajustado novamente recorde, com a margem EBITDA ajustada avançando 5,6 p.p. em relação ao recorde do 4T21, atingindo 33,0%.
 
A ON América do Sul teve um desempenho mais fraco, com queda 11% t/t no volume de vendas e de 22% na receita líquida, que também foi impactada pelos menores preços na região. A maior pressão de custos resultou em uma redução do EBITDA ajustado, porém a margem EBITDA ajustada teve um incremento de 4,2 p.p na comparação trimestral, para 27,5%.
 
A ON Aços Especiais teve crescimento de volume de vendas e receita líquida na comparação trimestral (4% e 6%, respectivamente), mesmo com a persistência da falta de componentes eletrônicos, que segue afetando a indústria automotiva em todo o mundo. Os segmentos de veículos pesados no Brasil e do setor de óleo e gás nos Estados Unidos mais uma vez compensaram a queda na produção de veículos leves. Apesar do incremento de custos, o EBITDA ajustado continuou avançando e a margem EBITDA teve ganho de 3,7 p.p. t/t, para 21,5%. 
 
Perspectivas
 
Segundo a companhia, as perspectivas seguem favoráveis para 2022, especialmente na ON América do Norte, que segue com sua carteira de pedidos (backlog) robusta e preços elevados. Mesmo considerando o início do ciclo de elevação de juros nos EUA e a inflação elevada, a empresa acredita que as vendas continuarão firmes, já que espera que o consumo de aço no âmbito do pacote de infraestrutura, cujos reflexos devem ser percebidos a partir do 4T22, sustentará a demanda em patamares elevados, compensando um potencial arrefecimento usualmente esperado em cenários contracionistas. 
 
Já no Brasil, as vendas no mercado interno devem seguir estáveis ao longo do ano, mas a empresa destaca que a acomodação do consumo se deu em patamar mais elevado do que o nível pré-pandemia, sustentado pela demanda aquecida em determinados setores. Com relação aos custos, os principais itens que vislumbraram disparada de preços começaram a arrefecer (sucata, carvão metalúrgico), mas há desafios a serem monitorados quanto à mão de obra na ON América do Norte. Ainda assim, a empresa espera que as margens devem permanecer elevadas em 2022.
 
Desempenho das ações
 
Os papéis da Gerdau continuaram, de maneira geral, resilientes ao longo das últimas semanas, mesmo diante da elevada volatilidade da bolsa brasileira. As ações GGBR4 acumulam alta de 3,6% em 2022, enquanto o Ibovespa se valoriza 0,46% no período. O mercado reagiu positivamente ao bom resultado, com a ação registrado alta de 2,3%1 na data da divulgação (05).
 
Seguimos monitorando os fatores que continuam trazendo incertezas para o setor, como a guerra no Leste Europeu, os lockdows na China e a pressão inflacionária global. 
 
Ainda assim, acreditamos que a empresa está preparada para continuar apresentando resultados robustos nos próximos trimestres, sustentados pela elevada rentabilidade operacional, a boa gestão financeira e o balanço fortalecido.
 
Assim, e considerando também o potencial de elevado retorno aos acionistas via dividendos e recompra de ações, mantemos o preço-alvo da GGBR4 de R$ 38,00 e a recomendação de Compra, embora ressaltamos que a volatilidade deverá seguir elevada no curto prazo. 
 
CONFIRA no anexo a íntegra do relatório a respeito, elaborado
por MARY SILVA, CNPI, analista senior do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: por MARY SILVA, CNPI, analista senior do BB Investimentos





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