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Investimentos

02 de Dezembro de 2020 as 13:12:07



PETROBRAS DAY - Flash de Mercado: Alinhando as Expectativas



BB-BI - Petrobras - Flash de mercado – Petrobras Day 2020
 
PETROBRAS
 
Petrobras Day: alinhando as expectativas
 
A Petrobras realizou na 2ª feira, 30.11, seu evento anual “Petrobras Day”, quando apresentou o plano de negócios para o período 2021-2025. Na ocasião, que contou com a participação do CEO e demais membros da diretoria executiva, foram reforçados os pilares estratégicos e direcionadores relevantes para o período, como investimentos, venda de ativos, dividendos, agenda de sustentabilidade, entre outros.
 
A mensagem reforçada ao longo do evento foi de uma continuidade das ações tomadas ao longo dos últimos meses: até 2022, uma maior dedicação na venda de ativos e desalavancagem e, após 2023, prioridade no pagamento de dividendos.
 
Investimentos.
 
O CAPEX total previsto para o período 2021-25 é de US$ 55 bilhões, sendo US$ 46,5 bilhões (84%) dedicado a Exploração e Produção (E&P), com 70% deste valor destinado ao pré-sal. As principais reduções no CAPEX de E&P em relação ao plano de negócios anterior estão em investimento exploratório (redução de US$ 5 bilhões) e revisão do portfólio (otimizações, postergações e cancelamentos, em US$ 6,7 bilhões).
 
O menor CAPEX, associado à venda de ativos, se traduziu em uma curva de produção reduzida, o que pode decepcionar investidores que esperavam volumes maiores. A empresa optou por um conservadorismo nos projetos, que agora precisam ser viáveis com o petróleo tipo Brent acima de US$ 35/barril.
 
Esse CAPEX reduzido é favorável, por um lado, ao favorecer geração de caixa e dividendos; por outro, preocupa o volume de investimento exploratório e a manutenção das reservas provadas, que vem declinando ao longo dos últimos anos.
 
E&P.
 
O diretor executivo de Desenvolvimento da Produção, Rudimar Lorenzato, apontou que nos próximos cinco anos serão 13 novas unidades em operação, sendo 11 no pré-sal, com 8 delas já em construção.
 
Ainda em 2021, as FPSOs Mero I e Sépia devem ter seu primeiro óleo produzido. No pós-sal, os investimentos serão correspondentes a 22% do total do CAPEX de E&P, com destaque para os campos de Roncador, Polo Marlim, SEAP e Barracuda/Caatinga.
 
O CAPEX de crescimento da produção (growth) responde por 69% do CAPEX total. A plataforma P-71 está 90% pronta, que se encontra no estaleiro Jurong, será antecipada em um ano, e deve migrar do campo de Lula para Itapu, após adaptações.
 
A empresa também destacou a agenda de descomissionamentos, que contarão com investimentos na ordem de US$ 4,6 bilhões. Este é um tópico relevante, já que o tópico ESG está em evidência e a Petrobras já enfrenta atualmente um impasse junto ao Ibama em relação a procedimentos de descomissonamento de plataformas. 
 
Práticas ESG (sigla em inglês de Ambientais, Sociais e Governança).
 
Após a abertura do evento, o primeiro a falar foi Roberto Ardenghy, diretor executivo de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, área recentemente promovida a diretoria e que teve forte destaque no evento.
 
No plano de negócios, destacamos positivamente e inclusão de métricas como a intensidade de emissões como elemento na remuneração variável dos empregados.
 
O CAPEX 2021-25 será de US$ 1 bilhão, o mesmo do último plano, ou seja, a área não enfrentou reduções. Entretanto, apontamos dois pontos que chamam a atenção negativamente: a meta de emissões de gases de efeito estufa (GEE) envolve a redução em 25% das emissões até 2030. 
 
Porém, a referência para a meta é o ano de 2015, cujos valores são consideravelmente mais altos do que o ano de 2019. Assim, a meta para 2030 já está praticamente cumprida, com uma diferença de apenas 0,6% ante ao valor mais recente. 
 
O segundo ponto é em relação à ênfase no diesel renovável, que encontra fortes críticas pelo uso da nomenclatura e enfrenta resistência na aprovação, já que, apesar de o produto produzir 15% menos emissões em comparação ao biodiesel, a base envolve alto percentual de combustível fóssil, o que contradiz a ideia de um produto renovável.
 
A companhia planeja, ainda, uma redução do carbono no refino em 16% até 2025 e 30% até 2030, o que consideramos uma meta ambiciosa e alinhada com boas práticas.
 
Dividendos.
 
A companhia indicou que espera pagar entre US$ 30 e 35 bilhões no período do plano de negócios, acima do que nossa modelagem aponta (US$ 22 bilhões). Entretanto, vale ressaltar que não contamos com a venda de ativos para a geração de caixa, enquanto a Petrobras aponta o recebimento de valores entre US$ 25 e US$ 35 bilhões oriundos da gestão de portfólio. Em outubro, a companhia alterou sua política de dividendos, conforme comentamos em nosso último relatório.
 
Assim, a expectativa é de pagar dividendos mesmo em anos em que tiver prejuízo contábil, desde que se verifique redução de dívida líquida no período de doze meses anteriores. 
 
Gestão de portfólio. 
 
A Petrobras elevou sua projeção de vendas de ativos em US$ 5 bilhões, agora com meta entre US$ 25 bilhões a US$ 35 bilhões. Os ativos mais relevantes do plano são as refinarias, mas foram incluídos também ativos de gás natural, como as rotas 1, 2 e 3 de escoamento de gás do pré-sal.
 
plano prevê a venda de 209 campos em terra e águas rasas, ativos no exterior, o Pólo de Marlim (50%), os campos de Albacora, Albacora Leste e Frade, e participações em outras companhias: Braskem, PBio, BSBios, BR Distribuidora, NTS (10%), Gaspetro, a produtora de fertilizantes UFN III, entre outras. Andrea Almeida, CFO, reforçou que ativos como BR Distribuidora e Braskem dependem de condições de mercado. 
 
Em nosso entendimento, a BR é um ativo com maiores chances, dado que a Braskem enfrenta uma situação mais delicada devido às incertezas com os passivos relacionados a Alagoas. Anelise Lara, diretora executiva de Refino e Gás Natural, reforçou o plano de redução do market share da Petrobras na oferta de gás dos atuais 86% para 75-80% em 2021, e 55% em 2025, ou seja, mesmo após a abertura deste mercado, a Petrobras deve seguir como um player relevante. 
 
Em suma, o evento reforço nossa visão positiva da companhia, tendo detalhado aspectos importantes sobre perspectivas de cada segmento, bem como CAPEX, gestão de portfólio e dividendos.
 
Mantemos a recomendação de Compra e o preço alvo de R$ 30,00 para PETR4 e PETR3 para o final de 2021
 
Nossa tese de investimento se baseia em:
 
(i)    as perspectivas de aumento da produção com a entrada de novos sistemas nos próximos anos (vide comentários acima e tabela a seguir);
(ii)   o breakeven (ponto de equilíbrio) de US$ 25/boe no portfólio consolidado e de US$ 21/boe nos campos do pré-sal;
(iii)  a consistente redução nos custos de extração (lifting cost), principalmente nos campos do pré-sal; e
(iv)  boas perspectivas imediatas de geração de caixa e de dividendos após 2022.
 
Confira no anexo a integra do relatório preparado a respeito por DANIEL COBUCCI, CNPI, analista senior do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: DANIEL COBUCCI, CNPI, analista senior do BB Investimentos





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