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Investimentos

17 de Outubro de 2020 as 15:10:32



CONEXÃO MERCADO Análise Semanal: Retrospectiva e Perspectivas: de 19 a 23.10.2020



CONEXÃO MERCADO - Análise Semanal: Retrospectiva e Perpecitivas
 
Roger Marçal, Macro Estrategista Chefe
Clara Pereira Cerqueira
Adriana dos Santos Lima, do
BB DIMEF Cenarios Financeiros
da Tesouraria do BB
MERCADOS EXTERNOS
 
♦   Retrospectiva Semanal
 
► A semana foi marcada pela volatilidade diante das incertezas que pairam sobre o cenário global. Os investidores estiveram atentos, especialmente: ]
 
(i)    avanço do coronavírus; 
(ii)   impasse no Congresso americano em torno de novo pacote fiscal; 
(iiireta final da campanha eleitoral; e 
(ivimbróglio entre UE e RU sobre um acordo comercial pós-Brexit.
 
► Nos EUA, a agenda de indicadores foi extensa, destaque negativo para os pedidos semanais de seguro desemprego, produção industrial e índice de atividade industrial Empire State, que vieram piores do que esperado. E positivo para vendas no varejo e o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michingan.
 
► Quanto à disputa eleitoral, Biden afirmou que sua proposta de elevar os impostos das empresas de 21% para 28% irá gerar para o governo uma arrecadação em torno de US$ 1,3 tri por ano. Vale lembrar que Trump reduziu esses impostos de 35% para 21%.
 
► Quanto aos discursos, destaque para o do vice presidente do Fed, Clarida, de que o PIB do país pode levar mais de um ano para voltar ao nível pré-pandemia. Além de reforçar a importância de mais medidas de estímulos ficais e monetários.
 
► No campo corporativo, teve início a temporada de balanços referentes ao 3°Tri20 que no geral vieram superando as expectativas, principalmente os do setor bancário.
 
► Quanto à pandemia, a J&J suspendeu os testes com sua vacina, após a manifestação de uma doença inesperada em um dos pacientes tratados. A Eli Lilly foi outra farmacêutica que interrompeu os testes com seu medicamento contra a covid-19 por causa de preocupações quanto à segurança dos pacientes. Já a farmacêutica BioNTech afirmou que a empresa está focada em aumentar a produção de sua vacina experimental desenvolvida com a Pfizer para atender às demandas mundiais, prevendo que a imunização receberá autorização regulatória para ser distribuída nos países até o final de novembro.
 
► No mais, o avanço do número de infectados, principalmente na Europa levou a adoção de novas medidas restritivas: a França decretou estado de emergência, além de anunciar toque de recolher em Paris; Portugal reeditou o estado de calamidade; Itália estuda retomada de medidas de isolamento;
 
► Na Europa, a produção industrial cresceu 0,7% em agosto. Já na comparação anual apresentou queda de 7,2%, melhor do que as expectativas (-7,4%). Enquanto os indicadores de inflação vieram em linha com as projeções.
 
► Ainda na Europa, também reverberaram os imbróglios relativos às negociações para o acordo comercial pós-Brexit entre UE e Reino Unido,
 
► No campo geopolítico, a OMC (Organização Mundial do Comércio) autorizou a UE a retaliar os EUA por subsídios
 
► Na China, a balança comercial mostrou superávit de US$ 37 bi, com exportações avançando 9,9% e importações 13,2%, superando fortemente as projeções
 
► Bolsas: Bolsas: Em NY, bolsas fecharam em alta, influenciadas pelos balanços corporativos no net melhores do que o esperado, ampla liquidez global e juros baixos. Já na Europa, os índices caíram, pressionados pelo avanço do coronavírus na região, indicadores no net piores e pela falta de acordo comercial pós-Brexit entre UE e RU. 
 
► Câmbio: Dólar se fortaleceu ante a maioria das moedas, com investidores mantendo posições em ativos defensivos diante das incertezas que pairam no cenário global.
 
► Juros: As yields dos treasuries terminaram queda, refletindo o cenário de inflação e juros baixos por longo período e a manutenção de certa cautela por parte dos players.
 
♦   Perspectiva Semanal
 
► A semana terá como destaque o segundo debate entre os candidatos à presidência dos EUA, Trump e Biden, agendado p/ a noite de 22/10, a 11 dias do pleito (03/11). 
 
► Quanto aos indicadores, esta é a semana da divulgação das prévias p/ o mês dos PMIs de outubro da indústria e de serviços em todas as regiões. Para os EUA, a perspectiva é de alta marginal, enquanto na Europa as estimativas apontam p/ desaceleração, já o Japão não divulgou previsão.
 
► No mais, nos EUA sairá o Livro Bege, um compêndio das 12 regionais do Fed sobre a situação da atividade econômica, emprego e preços em cada região do país, alguns dados do setor de construção, e os indicadores antecedentes.
 
► Pela temporada de balanços corporativos, a agenda semanal é cheia, com destaque para IBM, Intel, Tesla, Verisign, Citrix do setor de tecnologia; American Express pelo financeiro; as gigantes de consumo P&G e Coca-Cola, além das farmacêuticas Biomarin e Alexion.
 
► Entre os discursos programados, Powell falará no FMI em evento sobre pagamentos internacionais, e mais 7 dirigentes participarão de eventos distintos.
 
► Na Europa, além das prévias dos PMIs, teremos a confiança do consumidor, e, na Alemanha, os indicadores de inflação PPI e CPI. No Reino Unido também serão divulgadas as vendas no varejo.
 
► Haverá discursos da presidente do BCE, Christine Lagarde, do presidente do BoE, Andrew Bailey, e de mais 6 dirigentes do Banco da Inglaterra (BoE).
 
► Na região, deve continuar sendo foco de atenção as discussões entre os europeus e os britânicos sobre a relação entre ambos no pós Brexit, já que não foi possível chegar a um consenso entre as partes até 15/10, data estabelecida pelo Reino Unido
 
► Na Ásia, destaque p/ os dados da China, que logo na virada de domingo p/ segunda divulgará o resultado de seu PIB do 3ºtri20, que deve confirmar a recuperação forte do país após a crise do coronavírus, controlada no país. Também sairão a produção industrial e vendas no varejo.
 
► No Japão, além dos PMIs, serão revelados a Balança Comercial e a inflação (CPI).
 
► O cenário ainda é de muitas incertezas, com o coronavírus avançando em várias partes do mundo, principalmente na Europa, impasse por mais estímulos fiscais nos EUA, apreensão sobre o pós-Brexit, além do provável aumento de volatilidade nos mercados globais devido à proximidade da eleição presidencial nos EUA.
 
► Entretanto, a liquidez continua elevada em todo o mundo, e esperanças pela recuperação econômica e desenvolvimento acelerado de vacinas e tratamentos p/ o controle da covid-19 têm, eventualmente, levado a momentos de euforia no mercado.
 
► Assim, até que as coisas tenham uma definição mais clara, é possível que os mercados continuem oscilando fortemente, nem sempre guiados pelos fundamentos.
 
► Dessa forma, a expectativa é que a cautela prevaleça na próxima semana.
 
♦   Expectativas para a próxima semana:
 
► Dólar contra
   Principais:      Alta (incertezas diversas)
   Emergentes:  Alta (hedge por cautela)
 
► Taxas dos Treasuries: Queda (aumento da busca por ativos de segurança)
 
► Bolsas: Queda (impasse por mais ativos fiscais + temor por interrupção da retomada econômica face avanço do coronavírus + balanços fracos + cautela pré-eleitoral => Contrapontos: indicadores melhores que o esperado + notícias positivas de vacinas)
 
MERCADOS INTERNOS
 
♦    Retrospectiva Semanal 
 
► No Brasil, mais uma semana marcada pela volatilidade, mas no geral o viés foi mais positivo, acompanhando o ambiente internacional e na ausência de novos fatos na cena política local em relação a agenda econômica.
 
► Sobre a reforma tributária, o deputado e relator Aguinaldo Ribeiro garantiu que a carga tributária no país não vai subir e que isso constará no texto, além de mencionar necessidade de avançar na tributação de renda e patrimônio. Já o senador Roberto Rocha informou que a reforma será votada até 10 de dezembro na comissão mista presidida por ele.
 
► Porém, para os investidores, fica cada vez mais claro que o avanço da agenda fiscal só deve ter impulso após as eleições municipais em novembro, com expectativas somente para 2021, apesar dos discursos otimistas de líderes políticos. Diante disso, o que se observa no noticiário local são rumores e especulações de como poderá se desenhar os textos das principais reformas, como a administrativa e tributária.
 
► Apesar disso, o noticiário da semana ressaltou a disposição política para a tramitação das reformas, com rumores de suspensão do recesso parlamentar em janeiro para votação de pautas relevantes. Apesar de nenhuma confirmação, a hipótese vem sendo ventilada, visto que existe o risco de que não haja tempo hábil para aprovação até mesmo do Orçamento de 2021, podendo ser votado no período que seria de recesso.
 
► O tom mais ameno no ambiente político também trouxe certo alívio, no entanto, as preocupações com as questões fiscais não foram completamente mitigadas, dado que ainda há muitas incertezas sobre o retorno da trajetória de equilíbrio fiscal em meio às necessidades de elevação de gastos sem perspectiva de crescimento consistente.
 
► Por fim, o vencimento de mais de R$ 640 bilhões em dívida pública no curto prazo preocupa os agentes, no momento que o Tesouro vem encurtando o prazo das emissões, concentrando os vencimentos em 2021.
 
► O IBC-Br (Ago) apontou crescimento de 1,06% na comparação mensal. Mas, indicou contração de 4,74% na comparação do trimestre terminado em agosto contra o mesmo período de 2019. Esse resultado mostra que a atividade está retornando o crescimento de forma gradual, conforme vem sendo observado pelo banco central
 
Dólar: Fechou em alta, apesar da volatilidade ao longo da semana, as incertezas de cunho fiscal doméstica + posição de hedge + cautela externa contribuíram para o movimento de valorização da divisa americana.
 
Juros: Fechou em alta, principalmente, no vértices médios e longos, mesmo após um início de semana em ajuste de baixa refletindo as recentes medidas anunciadas pelo BCB e Tesouro. Um novo leilão com volume elevado de títulos voltou a assustar os gentes que estão preocupados com o direcionamento da dívida pública de curto prazo.
 
Ibovespa: fechou em alta, apesar da oscilação em linha com o ambiente externo. Retornou para o patamar acima de 98 mil pts, ao longo da semana testou níveis próximos aos 100 mil pts. A divulgação de balanços corporativos no exterior + ampla liquidez global + alívio político local definiram o viés de alta. Embora, imbróglios sobre o pacote fiscal americano e temores com a segunda onda da COVID-19 na Europa tenham limitado o movimento.
 
♦   Perspectiva Semanal
 
► No Brasil, espera-se mais oscilações sobre os ativos, acompanhando o ambiente externo, diante da proximidade das eleições americanas, debate em relação aos estímulos fiscais naquele país e temporada de balanços corporativos.
 
► Internamente, a ausência de novos fatos na cena política referente às propostas de cunho fiscal mantém certa cautela entre os agentes, que tem debatido muito a preocupação com o volume de vencimento da dívida pública no primeiro semestre de 2021.
 
► As discussões em relação a novos gastos como a ampliação do programa Renda Cidadã ou extensão de medidas em 2021 para tentar mitigar efeitos da pandemia só contribuem para o temor com o desequilíbrio do quadro fiscal.
 
► Contudo, cria-se um ambiente propício para demanda dos investidores por altos prêmios de riscos, em meio a elevada necessidade de financiamento do Tesouro, trazendo dúvidas para capacidade de cumprimento das obrigações no curto prazo.
 
► Quanto à agenda de reformas, fica cada vez mais claro que só haverá avanço no próximo ano, em decorrência do curto espaço de tempo para matérias tão complexas como a PEC Administrativa e a reforma tributária.
 
► Não obstante, boa parte desse cenário para as reformas já foi precificado pelos agentes de mercado. O que traz incerteza é a falta de conhecimento de como alguns pontos serão conduzidos e, mais recentemente, a observação feita para o mercado de títulos.
 
► Na agenda de indicadores, destaque para: 
 
(i)   IPC-S e IPC-FIPE (3ª Quad/Out); 
(ii)  IPCA- 15 (Out); 
(iii) IGP-M (2ª Prévia/Out); e 
(iiv) Nota do Setor Externo (Set).
 
► Os resultados da inflação ao consumidor devem continuar pressionados, em especial, pelo grupo Alimentação. Por outro lado, já se observa uma desaceleração marginal nos índices do atacado, que continuam elevados no acumulado em doze meses 
 
♦   Expectativas para a próxima semana:
 
► Dólar: Alta frente ao real, em linha com o movimento externo + posição de hedge cambial + risco fiscal -> Contraponto: alívio nos ruídos locais + virada no exterior com estímulos americanos.
 
► ETTJ: Alta, em sintonia com a alta do dólar + cautela externa + preocupações com o quadro fiscal -> Contraponto: perspectiva de juros baixos + incertezas sobre retomada da atividade global.
 
► Ressalta-se que os leilões de papéis do Tesouro Nacional tem influenciado o movimento da ETTJ.
 
► Ibovespa: Queda, acompanhando as bolsas globais e commodities + cautela externa e local com questões fiscais -> Contraponto: melhora das bolsas em NY com pacote de estímulos, em caso de avanço + ampla liquidez global + perspectiva de juros baixos.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório a respeito, elaborado por Roger Marçal, Macro Estrategista Chefe, Clara Pereira Cerqueira, Adriana dos Santos Lima, do 
BB DIMEF Cenarios Financeiros da Tesouraria do BB
 

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: Roger Marçal, Macro Estrategista Chefe Clara Pereira Cerqueira Adriana dos Santos Lima, do BB DIMEF Cenarios Financeiros da Tesouraria do BB





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