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Investimentos

12 de Setembro de 2020 as 01:09:42



MERCADOS Retrospectiva Semanal de 11.09.2020: Internacional e Brasil



Macro Estratégia
MERCADOS EXTERNOS
Retrospectiva Semanal de 11.09.2020
Roger Marçal
Macro Estrategista Chefe
rogermarcal@bb.com.br
Clara Pereira Cerqueira
claracerqueira@bb.com.br
Rômulo Ramos Alves
ralves@bb.com.br
 
► A semana curta, com feriado  nos EUA na 2ª feira, 07.09, iniciou em viés negativo, devido à em continuidade do selloff do setor de tecnologia, que derrubou as bolsas e espalhou cautela por todos os mercados.
 
► Também foi destaque negativo na semana a iniciativa do governo do Reino Unido (UK) de encaminhar a seu parlamento uma lei sobre a fronteira entre as Irlandas que contraria o acordo de separação assinado com a União Europeia. Os europeus ameaçaram o UK de acioná-los legalmente por infringir legislação internacional. 
 
          A proposta de quebra de acordo minou a confiança de que um soft-Brexit possa ser alcançado entre as duas partes até o final de outubro/20, apesar de as negociações prosseguirem.
 
► Nos EUA, mini pacote fiscal de US$ 300 bi apresentado pelos republicanos foi rejeitado no senado pelos democratas, e a perspectiva de acordo bipartidário no Congresso p/ mais estímulos à economia americana ficou mais distante.
 
► Quanto aos indicadores, destaque para a China, cuja Balança Comercial superou expectativas; Na Europa, o final do PIB do 2ºtri20 mostrou queda um pouco menor que a das prévias; Nos EUA, os pedidos semanais de seguro desemprego frustraram ao ficarem estáveis, quando o esperado era queda, e o CPI veio acima das expectativas.
 
► Em relação às tensões sino-americanas, os EUA cogitam incluir a chinesa SMIC na lista de restrições p/ fazer negócios com empresas americanas e o governo suspendeu visto de estudantes chineses nos EUA. 
 
          A  China, por sua vez, sugeriu que pode reduzir sua participação no financiamento do governo americano, reduzindo sua demanda e posse de Treasuries, e anunciou que adotará medidas contra diplomatas americanos em território chinês, em resposta a medida similar adotada pelos EUA.
 
►  No tocante ao coronavírus, apesar da desaceleração acentuada de novos casos e óbitos nos EUA, na Índia e em parte da Europa ele voltou a acelerar, e notícia de que a AstraZeneca/Oxford teve que interromper os testes da fase 3 de sua vacina devido a efeitos colaterais graves em um voluntário azedou mais um pouco os humores, depois amenizados, com esclarecimento de que é um procedimento padrão nesses casos e que os testes poderão ser retomados em breve.
 
►  Como destaque positivo, o BCE manteve sua atual política monetária, melhorou suas perspectivas p/ a região em 2020, e evitou sinalizar intervenções p/ conter a valorização do euro, além de reiterar disposição p/ usar todas as ferramentas necessárias p/ apoiar a recuperação econômica do bloco europeu.
 
► E o Reino Unido fechou seu primeiro acordo comercial pós-Brexit, com o Japão. 
 
► Assim, a semana transcorreu bastante volátil, e terminou mista na maioria dos mercados.
 
►  Bolsas: Em NY, os 3 principais índices (Dow Jones, Nasdaq e SP500) fecharam a semana em queda, com destaque p/ o Nasdaq, que caiu mais de 4%. Na Europa, as bolsas terminaram majoritariamente com ganhos.
 
► Câmbio: Dólar fechou a semana estável ante o euro e o iene, mas em valorização ante a libra, prejudicada pelas questões do Brexit. Entre as emergentes, o dólar também ficou dividido, embora tenha desvalorizado perante a maioria delas.
 
► Juros: As yields dos treasuries caíram nas partes média e longa, mas registraram alta na parte curta.
 
Perspectiva para a Próxima Semana
 
► A próxima semana reserva uma agenda de indicadores econômicos importantes, além das decisões de política monetária dos principais Bancos Centrais do mundo, Destaque para o FOMC (Comitê de política monetária do BC Americano) na quartafeira (16).
 
► Quanto ao FOMC, expectativa dos investidores é pela manutenção dos juros entre 0% e 0,25%, além da ratificação do posicionamento dependente dos dados e a sinalização de um cenário de estabilidade de juros baixos (e não negativos) por um longo período.
 
        Os agentes de mercado devem ficar atentos aos pontos de incertezas que serão destacados pelo Comitê e também para a nova estratégia de política do Fed baseada em uma meta de inflação média de 2%
 
        No mais, a entrevista de Powell que vem na sequência da divulgação da decisão também será outro ponto de atenção dos players, dado que nesta reunião teremos os dot plots (projeções econômicas), com isso, o presidente do Fed deve ser muito indagado sobre o que a instituição está vendo mais a frente para os EUA.
 
► Em relação aos demais BCs, o BoE (BC do Reino Unido) anunciará as diretrizes da política monetária na quinta-feira (17), com uma maior probabilidade de manutenção da taxa de juros em 0,1% e do seu programa de compra de ativos. Para o BoJ (BC do Japão) espera-se manutenção da taxa básica de juros em -0,1%, enquanto algumas expectativas apontam para que possa vir a seguir os passos do Fed.
 
► Em relação aos indicadores econômicos, nos EUA destaque para as vendas a varejo e produção industrial de agosto, que devem arrefecer. Além disso, serão divulgados os dados do setor de habitação de agosto, setor econômico importante para os americanos. Na Europa, destaque para indicadores de atividade e de inflação de diversos países e da zona do euro. 
 
Na Ásia, os investidores estarão atentos à divulgação da produção industrial e vendas a varejo chinesas referentes à agosto, cujas expectativas são de melhora
 
► Outros pontos que seguem no radar dos investidores são:
 
(i) recrudescimento das tensões entre EUA-China, com a proximidade das eleições americanas; 
(ii) a continuidade do avanço do coronavírus em algumas regiões, como Índia e Europa; 
(iii) realização das techs; 
(iv) o imbróglio envolvendo o novo pacote fiscal americano; e 
(v) o impasse entre União Europeia e Reino Unido em relação ao Brexit.
 
“Expectativas” para a próxima semana
 
► Dólar contra:      Principais: Alta (cautela + FOMC, BoE e BoJ dovish)->
Contraponto: indicadores americanos decepcionantes)
Emergentes:  Alta (cautela + proteção cambial)
 
► Taxas dos Treasuries: Queda (maior busca por segurança diante das incertezas que pairam no cenário global + FOMC dovish) -> Contraponto: indicadores americanos surpreendentes + projeções positivas do FOMC
 
► Bolsas: Queda (possibilidade de continuidade de realização, graças aos desmontes de posições + cautela) -> Contraponto: liquidez abundante + juros baixos + surpresas positivas com indicadores + notícias sobre avanços de vacinas para combater a Covid-19.
 
Retrospectiva Semanal
 
► No Brasil, mais uma semana marcada pela volatilidade, em linha com o cenário global, diante de incertezas geopolíticas e continuação do movimento de liquidação em ações no mercado americano.
 
► Internamente, questionamentos de Bolsonaro sobre a alta acumulada nos preços de itens que compõe a cesta básica, em conjunto com divulgação de dados de inflação no atacado muito acima das expectativas, trouxeram a inflação para o debate no momento.
 
► No campo político, mais uma vez, a votação dos vetos presidenciais, que inclui o polêmico tema sobre a extensão da desoneração em folha que pode gerar importante impacto fiscal, foi retirado da pauta do Congresso.
 
► Na agenda de indicadores, o IGP-DI (Ago) subiu 3,87% frente 2,34% em julho, acumulando alta de 15,23%, em 12 meses. A 1ª Prévia/Set do IGP-M acelerou para 4,41% após ter registrado 1,46% em agosto, saltando para 18,01% em 12 meses.
 
► Esses resultados deixaram os agentes em alerta para a possibilidade de repasse dessa alta acentuada nos preços do atacado para a inflação ao consumidor no médio prazo. Por ora, ainda não percebe-se espaço para a transmissão integral nos preços, quando se analisa os núcleos da inflação e sua difusão.
 
► O IPCA (Ago) desacelerou para 0,24% ante 0,36% em julho, mas mostrou o maior resultado para o mês desde 2016. O resultado ficou dentro do intervalo das expectativas (mediana: 0,25%). No acumulado em 12 meses até agosto, o indicador teve alta de 2,44%, contra 2,31% em julho
 
► No Brasil, os mercados devem permanecer sensíveis a volatilidade do ambiente internacional, além de observar as questões políticas e econômicas locais, em semana de COPOM.
 
► Internamente, o principal evento será a decisão de política monetária que tende a manter a taxa básica de juros Selic em 2%aa. Quanto ao Comunicado, esperamos que o tom discurso seja semelhante ao anterior, justificando o encerramento do ciclo de desaperto, por ora, para acompanhar os efeitos que a flexibilização feita até aqui terá para a economia.
 
► Além disso, o BCB deve continuar alertando para os riscos fiscais e que seria importante o avanço das reformas para manter os juros estruturais baixos por longo período. Quanto as projeções de inflação, devem permanecer ancoradas, com a inflação subjacente rodando em níveis baixos.
 
► Na cena política, espera-se que o senador Márcio Bittar (MDB-AC) apresente o relatório da PEC do Pacto Federativo que irá estabelecer a ativação de gatilhos de ajuste fiscal quando as despesas obrigatórias atingirem 95% do total. Agora, tem-se a expectativa que o texto inclua uma proposta de desindexação de salários por 2 anos, o que poderia gerar economia de até R$ 54 bi, sendo R$ 17 bi em 2021 e R$ 40 bi no ano seguinte.
 
► Na agenda de indicadores, destaque para a inflação: 
 
(i)     IPC-FIPE e IPC-S (2ª QuadSet); 
(ii)   IGP-10 (Set); 
(iii)   IGP-M (2ª Prévia/Set); e 
(iv)   IBC-Br (Jul).
 
► Os IGP’s (preços atacados) devem permanecer pressionados elevando o debate sobre a possibilidade de repasse para a inflação no médio prazo.
 
“Expectativas” para a próxima semana:
• Dólar: Alta: Alta com volatilidade. Deve predominar a cautela externa + busca por hedge -> Contraponto: níveis técnicos + atuação do BC + notícias sobre captações corporativas;
 
• ETTJ: Estabilização no curto e viés de alta no médio e longo prazos (valorização do dólar + cautela no cenário externo + preocupações ficais + dados de inflação) -> Contraponto para alta nos médios e longos: perspectiva de juros baixos período prolongado + recuperação gradual da atividade + melhora da percepção com agenda de reformas.
 
           Ressalta-se que a decisão do COPOM deve ter pouca influência no movimento da ETTJ, pois a decisão já está precificada pelos agentes de mercado. Ademais questões fiscais estão predominando para os investidores agregarem prêmios de risco.
 
• Ibovespa: Queda, oscilando entre um novo piso de 97.000 mil pts e teto de 101 mil pts (seguindo as bolsas americanas + commodities + preocupações fiscais) -> Contraponto: perspectiva de juros baixos + ampla liquidez global + avanço da agenda reformista.

Confira no anexo a íntegra do relatório a respeito, preparado por ROGER MARÇAL, CLARA PEREIRA CERQUEIRA e RÔMULO RAMOS ALVES,

integrantes do BB - DIMEF/Proje-Macroestratégia

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: BB - DIMEF/Proje, Roger Marçal, Clara Pereira Cerqueira, Rômulo Ramos Alves





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