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Editorial

12 de Agosto de 2020 as 01:08:26



EDITORIAL - Debandada Prossegue na Equipe de Paulo Guedes: Bom Sinal !


Paulo Guedes, Mascate das Estatais
 
Agora foi a vez de Salim Matar e Paulo Uebel pularem do barco
 
Após a saida, em julho, do secretário de Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, rumo à diretoria do banco Pactual, como economista-chefe -- logo após a negociação ... especial de uma parte da carteira de crédito do Banco do Brasil com o Pactual, estimada em R$ 2,3 Bilhões, mas vendida inexplicadamente por apenas R$ 300 Milhões  --  agora foi a vez de pedirem demissão Salin Matar, secretário especial de Desestatização, e de Paulo Uebel, secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, nesta 3ª feira, 11.08. 
 
Em tom de lamúria, em entrevista coletiva, nesta 3ª feira, 11.08, Guedes chegou a admitir que "houve uma debandada".
 
O novo demissionário, Salim Mattar, é o empresário fundador da LOCALIZA, empresa que atua no negócio de locação de automóveis. Como secretário no Ministério da Economia, esteve no comando da gestão de empresas estatais, enxugamento de quadros e de funcionários, bem como da política de desinvestimento de empresas públicas e venda de participações do estado brasileiro em empresas, entre elas a Petrobras -- hoje literalmente depenada e da qual encontra-se em curso a venda de quatro de suas maiores e melhores refinarias --, a Petrobras Distribuidora S.A., além de outras empresas extremamente rentáveis que no passado recente, inclusive, garantiram superavite nas contas públicas. 
 
Em entrevista, Paulo Guedes relatou que Salim Matar lhe disse que é muito difícil privatizar, que "o establishment não deixa haver a privatização, que é muito emperrado, que tem que ter apoio mais definido, mas decisivo ...
 
O outro demissionário desta 3ª feira, 11.08, é o advogado gaúcho Paulo Uebel que originalmente foi o principal executivo da empresa Lide, de propriedade do atual governador de São Paulo, João Dória. Quando Dória era prefeito de São Paulo SP, no período 2017-2018, Uebel foi seu secretário de gestão e, como tal, levou a cabo programa de corte de gastos da máquina pública, controle da produtividade de funcionários públicos e renegociação de contratos, pauta para cuja reprodução foi levado ao ministério da Economia por Paulo Guedes, mas pelo mesmo motivo de Salim Matar fracassou.
 
Nessa entrevista, Guedes informou o nome das quatro grandes empresas que gostaria de privatizar, omitidos em entrevista na semana passada, e citou a EletrobrasPPSA [estatal de partilha do Pré-Sal], Correios e a Docas de Santos
 
Resistência dos Militares ?
 
Há quem acredite que os militares que ocupam cargos no Planalto tenham receio de que as privatizações reproduzam no Brasil movimentos de rua tais como aqueles que ocorreram em Santiago, capital chilena, que reuniram cerca de 2 milhões de manifestantes em um único evento, pouco antes da pandemia; e que voltaram a acontecer.
 
No caso brasileiro, a preocupação dos militares seria em razão do elevado nível de desocupação da mão-de-obra brasileira se eleve ainda mais com as privatizações, para além dos 12% atuais apontados pelo IBGE. Essa é uma possibilidade real, sim. Mas os militares não teriam a mesma sensibilidade com relação ao desmonte do Estado Brasileiro e da economia nacional, rendidos que estão personagens importantes das Forças Armadas "às leis do mercado" ... a julgar por seu comportamento no caso da Embraer, em que o governo federal deixou de exercer o direito de veto a essa negociação que fere à segurança do Estado Brasileiro, estabelecido em lei.
 
Acrescente-se a essa preocupação dos militares com a ruas a iminência de o Brasil chegar até o final de 2020 a mais de 200 mil mortos pela Covid. Pois, o País tem tido cerca de 1.000 mortes/dia e teremos 142 dias até 31.12. A esse nível de desorganização do governo federal, o Brasil poderá chegar facilmente a 250.000 até o final deste 2020.
 
Nesse quadro, é pouco atribuir a Bolsonaro Crime de Responsabilidade", sujeito a impeachment e a perda dos direitos civis, como estabelece a Constituição de 1988. Trata-se de Crime Contra a Humanidade, com essas duas penas e mais cadeia. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, negacionista declarado da existência de crimes de responsabilidade na má gestão Bolsonaro, terá de tomar uma atitude, pois, em um quadro de convulsão social, até o mercado financeiro, patrocinador da classe política, entregará os anéis para não perder os dedos.
 
O quadro social poderá tornar-se bastante grave ... e com olho nesse futuro bastante pausivel que Bolsonaro manifestou-se favorável à manutenção da Ajuda Emergencial por um largo periodo pela frente. Com eleições municipais ao final de 2020 e eleições presidenciais em 2022, sua preocupação com os efeitos eleitorais da ampliação do desemprego parece ser sua razão de impedimentos ao programa xiita de desestatização de Guedes.
 
A prometida reforma tributária de Guedes, configurada apenas ao nivel federal e voltada mediocremente à simplificação tributária; configurado, ainda, o fato de que não poderá prosseguir Guedes em seu intento original de  criação de oportunidades de negócios ao empresariado bilhardário e amigo, com o patrimônio público vendido na bacia das almas, além do desmantelamento da economia e da sociedade brasileira, poderá não mais haver motivação à Casa Grande para Paulo Guedes prosseguir ocupando o ministério da Economia.
 
Por que então Paulo Guedes permaneceria no cargo até a débacle social e econômica, com o estouro de déficit público, com o desemprego avassalador, com a Ajuda Emergencial estourando seus limites liberaloides de chicagoboy, com milhões nas ruas bradando contra sua gestão xiita da economia do País ?
 
Resta-nos a movimentação, a pressão e a grande torcida para que Guedes deixe o ministério da Economia e seja cessada a entrega do patrimônio nacional pertencente à população brasileira sob domínio do Estado, que governo nenhum tem direito de vender, notamente o governo Bolsonaro que representa a ausência de projeto de País e o atraso civilizatório, a negligência no cuidado com os cidadãos cujo resultado é a morte de mais de cem mil brasileiros pela Covid-19, até o presente momento.
 
Com Guedes fora, por que Bolsonaro na presidência da República ? ...  se ele ali está para fazer micagens e distrair a plateia enquanto Guedes promove o massacre. Que vá embora Bolsonaro ... para Miami, Israel ... ou para Haia, na Holanda, para seu julgamento no Tribunal Internacional, por crime contra a humanidade.


Fonte: da REDAÇÃO JF, com informações da FSP





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