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Investimentos

Sexta-Feira, Dia 22 de Maio de 2020 as 20:05:00



USIMINAS - Resultado no 1º trimestre/2020: POSITIVO.



USIMINAS - Resultado no 1º trimestre/2020
 
EBITDA avança 21,5% t/t, diante de sólida demanda de MF da China; Positivo
 
Nesta 6ª feira, 22.05, pela manhã, a Usiminas publicou seus resultados do 1T20, positivos, em nossa visão. A companhia reportou avanço no EBITDA Ajustado, a R$ 569 mi, maior em 21,5% t/t e 6,7% a/a, em reflexo aos melhores resultados na Siderurgia e na Mineração. 
 
Apesar do cenário desafiador delineado no 1T20, esses segmentos mostraram resiliência devido à demanda de setores como Construção e Infraestrutura, bem como pela consistência da demanda da China, que buscou equilibrar seus baixos níveis de estoques de minério em função das suas restrições de abastecimento.
 
Diante da atual conjuntura, e visando incorporar os ajustes no custo de capital de forma a refletir a situação atual do mercado de maior aversão ao risco e elevação nos prêmios pagos, atualizamos nosso preço-alvo 20E para a Usiminas, agora em R$ 7,00/ação para a USIM5 (antes R$ 11,00), mantendo a recomendação em Market Perform.
 
Resultados Consolidados. 
 
As receitas somaram R$ 3.808 mi (-1,7 t/t e +7,8% a/a), diante do avanço da Siderurgia com alta de 3,9% t/t (+4,4% a/a) pelo maior volume de aço vendido e maior preço médio praticado, com destaque para a alta expressiva nas exportações (+35,5% t/t), enquanto os volumes de mineração recuaram -11,3% t/t (+16,7% a/a).
 
O CPV totalizou R$ 3.036 (-7,9% t/t e +8,5% a/a), recuando mais que a receita, dado (i) o menor custo dos insumos e (ii) a menor participação de aço bruto no mix de produção da Siderurgia.
 
Desta forma, a Usiminas trouxe um lucro bruto de R$ 513 mi (+73,1% t/t), e conseguiu avançar 5,8 p.p. t/t na margem bruta, a 13,5% (ante 7,7% no 4T19). As receitas/despesas Operacionais Líquidas fecharam negativas em R$ 238 mi neste 1T20 (ante -R$ 153 mi no 4T19), em razão de menor despesa com serviços terceirizados (gerais e administrativas), e efeitos nas unidades de Siderurgia e Mineração, como menor receita de
 
(i)   recuperação de gastos com sinistro (R$ 20 mi) e
(ii)  venda de energia elétrica (R$ 0,2 mi), porém
(iii) aumento com a reversão de provisões trabalhistas (R$ 55 mi) e
(iv) efeitos positivos de impairment (R$ 13 mi), não observado no 4T19.
 
É válido observar a forte base comparativa do 4T19, beneficiada, por exemplo, por expressiva reversão de PCLD. Por fim, o EBITDA Ajustado, considerando ainda EBITDA proporcional de 70% da Unigal e demais controladas, fechou em R$ 569 mi, maior em 21,5% t/t, o melhor EBITDA dos últimos três trimestres, também superior em 16,7% a/a, com margem EBITDA 14,9% (ante 12,1% no 4T19).
 
Siderurgia: avanço das exportações beneficia EBITDA. 
 
A produção de aço bruto recuou 3,3% t/t (771 kton), mas avançou 13,9% t/t para laminados. As vendas, então, somaram 1 milhão de toneladas (+3,8% t/t), na linha d’água de 1mt, estáveis para MI, porém expressivamente maiores em 35% t/t para o ME, com aumento do share da Europa de 24% para 62%.
 
Assim, a receita somou R$ 3.249 mi (+6,2% t/t), com maior preço médio praticado. O CPV recuou somente 2,2% t/t, a R$ 2.959 mi, dado
 
(i)   o menor custo dos insumos e
(ii)  a menor participação de aço bruto no mix de produção no período. 
 
Considerando o avanço de 64,4% t/t nas despesas operacionais, o EBITDA Ajustado veio a R$ 370 mi, 100,8% maior t/t, com respectiva margem em 11,4% no 1T20, maior em 5,4 p.p no comparativo trimestral.
 
Mineração: receitas estáveis, puxadas por China e grandes setores.
 
A produção de MF se elevou 5,6 % t/t (2.159 kton) a partir das paradas preventivas do 4T19. As vendas, por sua vez, reduziram 11,3% t/t (2.213 kton), em adequação de estoques, porém com demanda firme da China, bem como de setores como Construção e Infraestrutura, a preços de MF estáveis t/t.
 
Assim, as receitas vieram estáveis em R$ 581 mi, com ajuda do câmbio, apesar dos menores volumes. O CPV recuou 9,5% t/t, a R$ 335 mi. Consequentemente, seu EBITDA Ajustado fechou em R$ 214 mi (margem 36,8%), em linha com o 4T19 (R$ 209 mi / margem 36,4%), um EBITDA record trimestral (ex. não recorrentes) da história da companhia.
 
Resultado Financeiro e Endividamento.
 
O resultado financeiro retornou ao campo negativo em R$ 858 mi (ante +R$ 154 mi em 4T19), impactado por
 
(i)  perdas cambiais de R$ 775 mi, em função intensa desvalorização do real de 29,0% (ante 3,2% no 4T19), além das
(ii)  quedas de 78% t/t nas receitas (R$ 57,7 mi) e
(iii) -30,1% t/t das despesas (R$ 140,7 mi).
 
A Equivalência Patrimonial somou R$ 15 mi, recuo de 68,1% t/t, dado a piora no desempenho da Unigal e MRS. Assim, a Usiminas reportou prejuízo de R$ 424 mi (ante ganhos líquidos de R$ 268,1 mi no 4T19), abatido pela depreciação cambial.
 
A dívida bruta somou R$ 5.931 mi, +16% t/t, reflexo do impacto cambial na dívida estrangeira, parcialmente compensado por amortização de Bonds (R$ 97 mi) e debêntures (R$ 55 mi). A elevação significativa de 23,5% t/t do saldo de caixa (R$ 2.373 mi) se beneficiou do Acordo com a Previdência Usiminas (+R$ 394 mi), trazendo a dívida líquida a R$ 3.557 mi. Assim, a DL/EBITDA ficou em 1,7x, ante 1.6x no 4T19.
 
Plano Anual de Investimentos 2020. 
 
Em teleconferência de resultados realizada nesta 6ª feira, 22.05, a administração da companhia reiterou importância da revisão do Capex 2020 para a preservação de liquidez e maior resiliência frente à crise.
 
Diante da redução para R$ 600 mi (ante R$ 1 bi), previamente anunciada, além do sustaining CAPEX, três projetos estratégicos serão preservados:
 
(i)   reforma do alto-forno 3,
(ii)  empilhamento a seco na mineração, e
(iii) recuperação do gasômetro (acidente em 2018).
 
Foi sinalizado, ainda, que não haverá novas reduções para baixo a partir deste guidance.
 
Monetização da Eletrobrás ainda em 2020? 
 
O cenário de recuperação do montante de R$ 305 mi, referente ao incontroverso de Cubatão, ao longo de 2020, era dado como muito provável. Porém, dados os efeitos do COVID-19 na continuidade dos processos jurídicos, esta expectativa perde força, podendo ser postergada, segundo a Administração da Usiminas.
 
Gestão do Capital de Giro.
 
Considerando os impactos da pandemia a diante, a companhia espera manter seu CG a níveis estáveis no 2T e 3T de 2020, de aproximadamente R$ 4 bi (vs R$4,4 bi em 1T20 e R$ 4,2 bi em 4T19), sendo que o último trimestre dependerá do ritmo de retomada dos principais mercados de atuação, em especial da indústria automotiva, fortemente impactada pelo COVID (leia mais em BB-BI - Bens de Capital - Relatório Setorial - Abril 2020), que representa 1/3 do fornecimento de aço da Usiminas.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise do desempenho da USIMINAS no 1º trimestre/2020, elaborado por VICTOR PENNA, CNPI, e CATHERINE KISELAR, CNPI, ambos do BB Investimentos.

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: VICTOR PENNA, CNPI, e CATHERINE KISELAR, CNPI, ambos do BB Investimentos





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