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Investimentos

Quinta-Feira, Dia 21 de Maio de 2020 as 02:05:24



IOCHE MAXION - Resultado no 1º trimestre/2020: NEGATIVO.



Iochpe-Maxion - Resultado do 1º Trimestre/2020
 
Automotivo resulta em queda de 85% a/a no lucro e 15% no EBITDA; Negativo
 
A Iochpe-Maxion publicou seus resultados do 1T20, negativos em nossa visão. A companhia trouxe receita 9,9% a/a menor, a R$ 2.224,6 mi, com recuo drástico em todas as geografias e unidades de negócios Wheels e Structural Components, mesmo com câmbio em patamares elevados.
 
Neste trimestre, o EBITDA caiu 15,5% a/a, somando R$ 205 mi, com recuo de sua margem para 9,2% (-0,6 p.p. a/a), porém em linha t/t, impactado positivamente por ganhos da (i) desvalorização da opção de compra de uma controlada e (ii) oriundos da exclusão do ICMS na base do PIS COFINS da AmstedMaxion, mas compensado pela restruturação na América do Norte.
 
Resultados consolidados.
 
Neste 1T20, a receita líquida totalizou R$ 2.224,6 mi, menor em 9,9% a/a (-4,9% t/t), refletidos os fortes impactos do coronavírus no segmento Automotivo, porém beneficiado em R$ 227 mi pela variação cambial. Este recuo de receitas pôde ser observado sob diferentes perspectivas:
 
(i)  em ambas as unidades de negócio Maxion Wheels (-9,2% a/a) e Structural Components (-12,5% a/a),
(ii)  em todas as geografias presentes, porém em menor proporção na América do Norte (-0,9% a/a),
(ii)  nos mercados doméstico (-14% a/a) e internacional (-8,3% a/a), e
(iv) em quase todos os produtos, exceto componentes estruturais para veículos leves na AS (+4,1% a/a) e AN (+4,0% a/a).
 
A queda de 6,0% a/a no CPV, a R$ 2.040 mi, em menor escala das receitas, elevou a representatividade para 91,7% da ROL (de 87,9%), pressionando a margem bruta para 8,3% (ante 12,1% no 1T19).
 
Já as despesas operacionais somaram R$ 104,5 mi, menor 28,8% a/a, beneficiada em R$ 25,7 mi pela opção de compra de ações, e prejudicada em R$ 4,0 mi pela restruturação na América do Norte, em um movimento de adequação aos novos níveis de produção local.
 
Mesmo considerando a equivalência patrimonial positiva em R$ 5,6 mi (ante -R$ 7,7 mi no 1T29), dado a exclusão do ICMS do PIS CONFINS da AmstedMaxion, a margem EBIT veio abaixo a 3,8%, ante 5,8 no 1T19. Desta forma, o EBITDA caiu 15,5% a/a, somando R$ 205 mi no 1T20, com recuo da respectiva margem para 9,2%, 0,6 p.p. menor que 1T19, porém em linha com o trimestre anterior.
 
Endividamento e Resultado financeiro.
 
Negativo em R$ 49,6 mi, o resultado financeiro recuou 36,3% a/a, haja vista que o 1T19 contou com despesas bancárias significativas oriundas de renegociação de dívidas. O lucro líquido reduziu-se de forma significativa na ordem de 85,5% a/a, totalizando R$ 9,2 mi no 1T20.
 
A dívida bruta, por sua vez, fechou em R$ 4.300 mi, montante 36% maior a/a (+40,5% t/t), em virtude da captação R$ 670 milhões visando reforço de liquidez diante do cenário pandêmico. Como resultado, a posição de caixa se elevou em 160% a/a (+75,5% t/t), totalizando R$ 1.133,9 mi.
 
Assim, a dívida líquida, de R$ R$ 3.166,2 cresceu 16,1% a/a (+31,1% t/t), impactada negativamente pelo câmbio (R$ 451,1 mi), trazendo a DL/EBITDA a 3,0x (+0,5x a/a e +0,8x t/t).
 
Teleconferência de Resultados.
 
De acordo com a Administração da companhia, há pouca visibilidade para projetar a dinâmica de sua produção no 2T20, principalmente em função da demanda da indústria automobilística, a qual foi fortemente impactada pelo COVID-19. Ainda, sua expectativa é de clareza na carteira de pedidos a partir do
 
(i)   nível de demanda dos consumidores finais entre maio/junho e
(ii) definição do planejamento de produção das montadoras para os diferentes segmentos.
 
Ainda, espera-se retomada gradativa da demanda na Europa, América do Norte e Sul, iniciando por veículos comerciais.
 
Gestão do Capital de Giro.
 
Apresentou piora em seu nível, com estoques mais elevados prejudicados pela variação cambial, e redução repentina e expressiva nas vendas. Apesar dos recebíveis (controladora e controladas) estarem concentrados em 93% no segmento automotivo, a companhia declarou, em teleconferência, que tem dispensado atenção maior ao bloco, e que não houve registro de perdas significativas no período.
 
Além das iniciativas implementadas, a administração espera equalizar os níveis de CG a patamares mais adequados, a medida em que ocorra a retomada gradual da produção.
 
Revisão do Plano Anual de Investimentos.
 
No 1T20, a Iochpe investiu R$ 110,1 mi, em
 
(i)   desenvolvimento de novos produtos, em especial rodas de alumínio na Índia,
(ii)  ampliação da capacidade produtiva, e
(iii)  na manutenção e modernização do parque industrial.
 
No entanto, os níveis atuais devem ser revistos para 2020. Programas novos e em estágios embrionários não essenciais foram postergados ou cancelados, e serão readequados em função dos clientes. Não foi divulgado novo guidance, assim os novos níveis ficarão mais visíveis nos próximos trimestres.
 
Opinião do Analista.
 
A tese de investimentos da companhia, ao nosso ver, permanece positiva, considerando
 
(i)   seu relacionamento de longo prazo com clientes, 
(ii)) foco em inovação, estratégia adequada de negócios,
(iii) potencial de crescimento em novos mercados e, principalmente,
(iv) sua presença global e diversificação. 
 
Entretanto, sua grande exposição à Indústria Automotiva, fortemente impactada pelo COVID-19 (leia mais em BB-BI - Bens de Capital - Relatório Setorial - Abril), tem pesado negativamente sobre a tese de investimentos da companhia. Desta forma, por hora, mantemos o preço-alvo 2020e para MYPK3 em R$ 23,50 por ação, com rating de Outperform.
 
Confira no anexo a integra do relatório de análise do desempenho da IOSCHE MAXION no 1º trimestre/2020, elaborado por CATHERINE KISELAR, CNPI, integrante do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: CATHERINE KISELAR, CNPI, integrante do BB Investimentos





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