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Investimentos

14 de Março de 2020 as 03:03:59



MARKET UPDATE - Geopolítica do Petróleo, COVID-19, Inflação e Indústria



Market Update - Relatório de 13.03.2020
 
O colapso dos preços do petróleo e a evolução da epidemia do novo coronavírus são destaques do Market Update desta semana
 
Panorama Externo
 
* Geopolítica do petróleo
 
A pressão da Arábia Saudita para que a Rússia reduza sua produção de petróleo levou a uma queda significativa nos preços da commodity no Mercado internacional
 
- Falta de acordo entre Opep e Rússia derruba os preços do petróleo
 
Nas últimas semanas, o preço do petróleo no mercado internacional vinha caindo em função, principalmente, da queda na demanda por parte da China onde as medidas para contenção do coronavírus reduziram drasticamente a atividade econômica naquele país. Para tentar conter a queda nos preços, a Arábia Saudita, detentora de uma das maiores reservas de petróleo do mundo e líder da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), propôs à Rússia, um dos maiores produtores do mundo, uma nova redução coordenada da produção de petróleo.
 
Diante da recusa da Rússia em reduzir sua produção, a Arábia Saudita decidiu, como forma de retaliação, reduzir expressivamente os preços e elevar a oferta de petróleo. Com isso, os preços da commodity chegaram cair quase 25% no mercado internacional.
 
A guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita afeta, indiretamente, a produção americana de petróleo de xisto
 
- Queda dos preços do petróleo tem potencial para afetar EUA
 
Esta disputa entre Rússia e Arábia Saudita poderia ter como alvo a indústria de petróleo de xisto americana. Nos Estados Unidos, o petróleo de xisto responde por quase 30% da produção total de petróleo naquele país. A manutenção dos preços da commodity em níveis mais baixos poderia inviabilizar a produção americana a partir do xisto.
 
Rússia e Arábia Saudita possuem custos de produção mais baixos em relação a outros grandes produtores e poderiam, em tese, suportar os efeitos da queda dos preços por um período mais prolongado.
 
Após recuperar parte da queda do início da semana, os preços do petróleo voltaram a cair em resposta às restrições de viagem impostas pelos EUA
 
- Petróleo tem nova queda
 
Com o mercado já abalado em função do impasse entre Arábia Saudita e Rússia, os preços do petróleo voltaram a apresentar uma nova queda influenciada pela decisão do presidente americano,
 
Donald Trump, de restringir as viagens da Europa (com exceção do Reino Unido) para os EUA como forma de tentar impedir a propagação da epidemia de coronavírus em território americano. 
 
A restrição, que a princípio vale por 30 dias, deve impactar negativamente o setor aéreo, com expectativa de queda na demanda por combustível de aviação.
 
* Coronavírus
 
A epidemia de coronavírus ultrapassou a casa dos 139 mil casos registrados no mundo. 122 países já reportaram casos da doença
 
- OMS declara pandemia 
 
Após o significativo aumento no número de casos registrados em várias partes do mundo, a OMS, finalmente, declarou pandemia de coronavírus. Até o último relatório de atualização, o número de casos já havia ultrapassado a casa dos 139 mil, com cerca de 5 mil mortes. Ao todo, 122 países já registraram casos da doença. A Itália, com mais de 15 mil casos, e o Irã, com cerca de 11 mil, seguem liderando as estatísticas de novos casos diários.
 
Enquanto o número de casos registrados fora da China cresceu quase 13 vezes nas últimas duas semanas, dentro da China, o número de novos casos caiu consideravelmente em resposta às medidas de contenção adotadas pelo país. A economia chinesa já deu inicio a um processo de retomada gradual da atividade.
 
A China responde por 60% dos casos no mundo com Itália, Irã e Coréia do Sul respondendo por outros 25%. Espanha, França, Alemanha e EUA representam 7% dos casos. Brasil vem ganhando relevânciaO padrão do avanço da epidemia vem apresentando similaridade entre os países
 
- Evolução do número de casos a partir do 100º caso reportado
 
O avanço do número de casos nos países mais afetados pelo Covid-19 apresenta certa similaridade. Considerando os países com maior número de casos (exceto pelo Japão), a partir da data em que o país reportou o 100º caso, bastou de 3 a 5 dias para que o 1000º caso fosse registrado.
 
Da mesma forma, entre 9 a 11 dias após o registro da 100ª ocorrência, China, Itália e Irã atingiram a casa 10 mil casos confirmados. Já países como a China e a Coréia do Sul vem conseguindo estabilizar a propagação da epidemia com destaque, também, para o Japão que conseguiu, até o momento, controlar a disseminação, com o avanço de 109 para apenas 675 casos em 14 dias.
 
Cenário Interno - Inflação
 
A inflação, medida pelo IPCA, fechou o mês de fevereiro em 0,25%. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses desacelerou de 4,19% para 4,01%, praticamente no centro da meta deste ano (4,0%)
 
- IPCA surpreende e fecha em 0,25% em fevereiro
 
Após encerrar o mês de janeiro com uma alta de 0,21%, o IPCA acelerou levemente para 0,25% em fevereiro no teto das expectativas do mercado que previam uma alta de 0,15% (mediana) com intervalo entre 0,06% e 0,25%.
 
Com o resultado de fevereiro, a inflação acumulada em 12 meses desacelerou de 4,19% para 4,01%, praticamente no centro da meta de inflação deste ano (4,0%). Este foi o menor resultado para o mês de fevereiro desde o ano de 2000, quando o índice atingiu 0,13%.
 
A inflação de 0,25% observada em fevereiro foi puxada, principalmente, pela alta nos preços do grupo Educação (3,7%). Normalmente, o mês de fevereiro é marcado pelos reajustes nas mensalidades escolares. Só este grupo contribuiu com 0,23 pontos percentuais no IPCA.
 
Indústria
 
Após dois meses em queda, a produção industrial avançou 0,9% em janeiro, na comparação com dezembro de 2019.
 
- Indústria avança 0,9% em janeiro
 
Após apresentar duas quedas consecutivas, a produção industrial de janeiro avançou 0,9% na comparação com dezembro, na série com ajuste sazonal. Em 3 das 4 categorias e 17 das 26 atividades pesquisadas houve avanço na produção. Esta alta verificada em janeiro anula parte da queda acumulada no final do ano passado. 
 
Apesar de ainda estar cerca 17% abaixo da máxima histórica alcançada em maio de 2011, o setor industrial inicia o ano de 2020 com um ritmo mais forte de crescimento. Teremos que observar como será o comportamento da indústria nos próximos meses frente às adversidades deste início de ano.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório preparado por RICHARDI FERREIRA e HENRIQUE TOMAZ, CFA, ambos integrantes do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: RICHARDI FERREIRA e HENRIQUE TOMAZ, CFA, ambos integrantes do BB Investimentos





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