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Investimentos

16 de Novembro de 2019 as 01:11:00



SLC AGRÍCOLA - Resultado no 3º trimestre/2019 Resultado Líquido Negativo



SLC Agrícola - Resultado no 3º trimestre de 2019
 
Resultado líquido negativo impactado por maiores custos e ativos biológicos, Neutro
 
Em 13.11 a SLC divulgou seus resultados do 3T19, com EBITDA Ajustado recorde de R$ 161 mi (+82,4% a/a). Entretanto, maiores custos e o impacto da variação dos Ativos Biológicos, após a revisão na produtividade e preço do algodão, agora a níveis menores que o semestre anterior, levou a companhia a apresentar resultado líquido negativo de R$ 96,9 mi.
 
Em 3T19, a SLC trouxe receita líquida de R$ 684,9 mi, 67,7% superior a/a, em virtude de volumes faturados recordes (+43,5% a/a), especialmente de soja (+81,3% a/a) e milho (+55,7% a/a), impulsionados por preços mais altos. No entanto, o CPV cresceu em maior intensidade que em R$ 512,3 mi (+70,1% a/a), em virtude de 
 
(i)   maiores volumes faturados,
(ii)  maior custo de algodão em pluma e caroço, e 
(iii) menor produtividade se comparando a safra anterior. 
 
Como resultado, o resultado bruto foi negativo em R$ 62,2 mi impactado pela variação do valor justo dos Ativos Biológicos, conforme supramencionado; sem estes efeitos, teria sido crescido 60,8% a/a e 23,3% a/a no 9M19, dado a expansão nos volumes e margens de soja e milho. As despesas de vendas subiram 44,8% a/a, principalmente em virtude de gastos com 
 
(i)   fretes, 
(ii)  armazenagem e 
(iii) exportação, relacionados a algodão, enquanto despesas administrativas cresceram 14,3% a/a. 
 
É valido mencionar que, como percentual da ROL, despesas de vendas e administrativas caíram em -0,7% a/a e -1,0% a/a, respectivamente. Como resultado, a companhia divulgou um EBITDA ajustado (ex-ativos biológicos) recorde de R$ 161 mi, superior em 82,4% sobre o mesmo período do ano passado, e 23,3% a/a maior no 9M19.
 
No trimestre, a companhia encerrou com um lucro líquido negativo de R$ 96,9 mi (vs R$ 35,6 mi em 3T18), sendo R$ 226,4 mi no 9M19 (-39,3% a/a), influenciado pela variação no valor justo dos ativos biológicos e maiores custos de algodão em pluma e caroço, conforme acima mencionado.
 
Contexto Operacional.
 
A SLC concluiu, neste 3T19, a colheita de todas as culturas apurando ganhos de produtividade para soja e milho acima da média brasileira, porém aquém para algodão, que surpreendeu negativamente. Abaixo comentários sobre as culturas: Soja. A produtividade recorde, de 3.725 kg/há, +0,8% safra/safra, e 16% acima da média brasileira (CONAB). 
 
A receita veio em R$ 245,5 mi (+94,5% a/a), com volumes 81,3% na comparação anual. O lucro bruto unitário cresceu 148,1% a/a, a R$ 325/ton, beneficiado por
 
(i)   maiores preços (+13,4%),
(ii)  redução de 7,1% no custo unitário dado o melhor mix de fazendas, bem como (iii) ganho de escala com maiores volumes vendidos.
 
Algodão em Pluma e Caroço de Algodão.
 
Com redução de produtividade de 4% vs orçado para algodão pluma de 1ª safra, em função de efeitos climáticos adversos (chuvas), e seu respectivo custo de produção 1,4% maior, a receita de pluma foi de R$ 233,1 mi (+23,6% a/a/), enquanto de caroço foi de R$ 40,5 (28,7% a/a), com volumes superiores em 29,2% a/a e 39% a/a, respectivamente. 
 
O resultado bruto unitário foi de R$ 1.739/ton (-39,5% a/a) para pluma e R$ 55/ton (-58,6% a/a) para o caroço, em virtude da 
 
(i)   maior custo unitário e total,
(ii)  pior mix de fazendas, 
(iii) queda brusca de preços, e 
(iv) queda de produtividade,
 
que levou a revisão do valor justo dos Ativos Biológicos, afetando negativamente o lucro do 3T19.
 
Milho. 
 
Com uma produtividade maior que a esperada de 22,8% a/a (27,4% acima da média nacional da CONAB), o milho trouxe receita 81,1% superior a/a, de R$ 156,1 mi, auferindo resultado bruto unitário positivo de R$ 46/ton (R$ -18/ton em 3T18), beneficiado por 
 
(i)  preços 22,2% a/a superiores e 
(ii) acréscimo de produtividade.
 
Vendas de Terras. 
 
Em novembro, a SLC realizou venda de 5.205 he da Fazenda de Parnaíba (MA) por R$ 83,2 mi, a uma TIR de 14,1% em USD, em linha com a estratégia da companhia. Tal área continuará a ser operada pela SLC, a título de arrendamento.
 
Resultado financeiro e endividamento. 
 
A companhia registrou resultado financeiro líquido
negativo de R$ 41,3 mi no trimestre (+65,4% a/a), em razão do 
 
(i)  ajuste de IFRS 16 (R$ -12,7 mi), além de 
(ii) maior despesa com juros (+51,6% a/a),
 
originado da maior NCG dado a maior área plantada. 
 
A dívida líquida caiu 12,7% t/t para R$ 1,4 bi, representando DL/EBITDA 1,8x (versus 2,3x em 2T19), em virtude da maior geração de FCF do algodão. 
 
Guidance Safra 2019/20
 
Diante de uma visão positiva para o novo ciclo, a SLC estima atingir área plantada de 449 mil he, a um custo 5,8% superior devido a depreciação do câmbio em 2019, com produtividade estimada de 
 
(i) +6,4% para algodão, 
(ii) +2,3% para soja, e 
(iii) +6% para milho safrinha, sob perspectivas climáticas positiva para o Brasil de acordo com NOAA e USDA.
 
Outlook
 
Consideramos o resultado da SLC neutro neste 3T19, dado o contraponto em performance operacional positiva para soja e milho, mas parcialmente apagado pelo desempenho aquém do esperado para algodão, que levou a um lucro líquido negativo. Não obstante, desconsiderando o efeito não caixa dos ativos biológicos, a companhia trouxe EBITDA Ajustado recorde e, ao nosso ver, tem condições de
manter um consistente desempenho a frente, com base em: 
 
(i) contínua estratégia com foco em ganhos de eficiência e produtividade, acima da média nacional, 
(ii) previsões de condições climáticas favoráveis ao Brasil, para a próxima safra, e 
(iii) posição de hedge da companhia para o próximo ano-safra.
 
Desta forma, atualizando nosso modelo de valuation para o novo guidance da companhia e o outlook para a temporada de 2019/2020, bem como o contexto setorial e macro global, atualizamos nosso preço-alvo YE20 para R$ 19/ação (antes R$ 22/ação) para a SLCE3, com manutenção do rating em Market Perform
 
Avaliação
 
Revisitamos nossas estimativas para a SLC Agrícola e atualizamos nosso preço-alvo para YE20 para R$ 19/ação. O modelo de valuation deriva de um método de fluxo de caixa descontado (FCD), com uma taxa de perpetuidade (g) de 3% e WACC de 9,1%.
 
Revisamos nossas estimativas para os números da companhia levando em consideração: 
 
(i) a recuperação - ainda que lenta - da economia brasileira; 
(ii) perspectivas de cortes adicionais nas taxas de juros pelo BACEN,
trazendo para baixo custo da dívida para as empresas brasileiras; 
(iii) a política de exportação do governo eleito da Argentina, que poderia impactar a dinâmica do comércio internacional de grãos; e 
(iv) o acordo parcial entre EUA e China sobre negociações relativas a guerra comercial, prejudicando a demanda por grãos brasileiros.
 
Embora ainda observemos certa instabilidade nos preços dos grãos e nos volumes da dinâmica do comércio internacional, conforme mencionado acima, vemos perspectivas favoráveis ao contexto do agronegócio. Devem se dar principalmente devido às melhores condições climáticas, considerando as chances de um cenário de El Nino de fraca intensidade para a temporada de 2019/2020 e outros eventos climáticos, que devem beneficiar a produção agrícola local.
 
Entretanto, diante de uma menor produtividade para soja e maiores custos de produção para todas as commodities produzidas, esperamos que a SLC apresente alguma pressão de margens para próximo ano (margem EBITDA 20E de 23,2%), se recuperando de 2021 em diante. Adicionalmente, consideramos também em nossas estimativas: 
 
(i) a receita de algodão aumentando a partir do ciclo da safra anterior, mas em um contexto desafiador a partir de 2020; 
(ii) demanda de milho sustentada pelo aumento no mix de biocombustíveis e exportação de proteína beneficiada pela Febre Suína Afriana (FSA), e 
(iii) demanda por soja engraquecida, dado o contexto de FSA, que pode pressionar os preços para baixo.
 
Riscos
 
Destacamos os pontos que podem afetar a performance da companhia e nos levar a revisitar nossas estimativas: 
 
(i) perdas por condições climáticas adversas; 
(ii) progressos nos acordos entre EUA e China, impactando negativamente a demanda por grãos brasileiros; 
(iii) menor demanda por algodão em virtude do preço do petróleo, beneficiando a fibra sintética, e a demora em sua retomada; e 
(iv) mudança na taxa de câmbio, que pode impactar a competitividade da companhia. 
 
No aspecto micro, destacamos o 
 
(i)  atraso no desenvolvimento de novas culturas; e 
(ii) possível falha na estratégia de comercialização de propriedades.
 
Confira no anexo a integra do relatório de análise do desempenho da SLC Agrícola no 3º trimestre de 2019, elaborado por Catherine Kiselar, CNPI, integrante do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: CATHERINE KISELAR, CNPI, integrante do BB Investimentos

 
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