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Internacional

13 de Outubro de 2019 as 11:10:50



EQUADOR Vitória Popular: Lenin Moreno Revoga Decreto inspirado pelo FMI



Povo equatoriano vence ditador Lenín Moreno e derruba decreto dos combustíveis
e governo camufla fracasso alegando processo de negociação negado pelos trabalhadores e pelos indígenas
 
O povo equatoriano derrotou o governo Lenin Moreno e o FMI: o ditador Lenín Moreno, anunciou na noite de domingo, 13.10, a revogação do Decreto 883, que estipulava a eliminação do subsídio ao combustível e a elevação de seu preço em até 123%.
 
Na última 2ª feira, Moreno havia afirmado que não iria desistir de impor a elevação do preço dos combustíveis, em razão de as isenções terem trazido "prejuízo de US$ 60 bilhões em décadas de vigência".  O objetivo do governo é reduzir o déficit fiscal, nos termos do programa econômico de três anos, negociado com o FMI Fundo Monetário Internacional.
 
Com a recomendação do mesmo tipo de política recessiva imposta pelo FMI aos países da América Latina nos anos 70 e 80, o atual pacote de austeridade do FMI contra o povo equatoriano propõe a extinção dos subsídios, a redução do número de funcionários públicos e as concessões de serviços públicos ao empresariado privado, objetivando trazer economia de cerca de US$ 2 bilhões aos cofres do Estado.
 
Ademais, Moreno havia afirmado que os novos contratos de trabalho do setor público seriam estabelecidos com salários 20% menores, que trabalhadores em geral contribuiriam a cada mês com um dia de seu salário e que as férias seriam reduzidas a 15 dias por ano. 
 
Estado de Emergência
 
Para implantar essa política anti-povo, o ditador Lenin Moreno declarou estado de emergência, suspendendo por 60 dias as garantias individuais constitucionais. Com isso, sua popularidade e aprovação caiu a menos de 30%, a partir dos 70% que obtivera quando sua eleição, dada a partir do apoio do ex-presidente Rafael Correia, a quem traiu e passou a perseguir, e que tem contra si mandado de prisão, pelo que Correia exilou-se na Bégica, onde vive.
 
Jaime Vargas, presidente da CONAIE, negou a existência de qualquer diáglogo com o presidente Lenin Moreno, a quem descreveu como "patojo de mierda" (merda de pato). A mídia alternativa também registra em vídeos que Lenin Moreno "es un mierda". 
 
Não há notícias sobre a eventual suspensão, por Lenin Moreno, do estado de emergência.
 
Rebelião Indígena
 
O recuo de Moreno resultou da pressão popular por dez dias em rebelião civil que abalou o país e demonstrou que o governo e o FMI, com seu receituário liberalóide destinado a atender interesses do capital financeiro, terão de superar batalhas que se tornam desde já ainda mais difíceis, em razão do novo ânimo obtido pelo movimento popular com essa vitória. 
 
Sob a alegada intermediação da ONU e da Conferência Episcopal do Equador, em uma primeira etapa do processo de negociação, Lenin Moreno acolheu a exigência do movimento indígena. Negociações entre movimentos sociais e governo deverão prosseguir em comissões para discutir medidas econômicas consensuais a serem adotadas, segundo fontes governamentais.
 
O alegado acordo incluiria a suspensão das manifestações pelos povos indígenas e demais setores do movimento popular. Como que desmascarando essa cortina de fumaça sobre o fracasso e fraqueza de Lenin Moreno, milhares de equatorianos saíram às ruas para comemorar ao saberem da revogação do decreto dos combustíveis.
 
A grande demanda do movimento grevista dos trabalhadores e dos indígenas é a queda do governo traidor, que praticou estelionato eleitoral e entregou o país aos experimentos do FMI, que decretou a suspensão das garantias individuais e adotou plano de massacre econômico da comunidades indígenas agricultora e do povo trabalhador.
.

 



Fonte: Da Redação, com informações de SputnikNews, 247 e Telesur





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