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Editorial

15 de Setembro de 2019 as 05:09:02



EDITORIAL Crescimento? Talvez em 3 ou 4 anos, em 2022, ao final do mandato, diz Guedes


Paulo Guedes, um ministro incompetente.
 
Crescimento ? Talvez em 3 ou 4 anos ... 
 
Em entrevista concedida na última 6ª feira, 13.09, o ministro Paulo Guedes declarou que a economia brasileira poderá crescer novamente apenas no final do mandato de Bolsonaro em 2022.
 
"Não sabemos quanto tempo levará para crescer novamente. Estamos fazendo nossa parte. Talvez em três ou quatro anos não seja uma ciência exata",
 
comentou Guedes.
 
Paulo Guedes é um ex-banqueiro, liberal, graduado em Chicago, ex-colaborador de governo do general assassino chileno, Augusto Pinochet, que toca hoje no Brasil uma agenda lastreada em reformas de natureza neo-liberal, desestatizante, desnacionalizante, desindustrializante.
 
Confiante em mecanismos de mercado pretensamente endógenos, Guedes tem se omitido por inteiro deixando de elaborar e implementar quaisquer projetos e iniciativas que busquem a redução do desemprego da população, que aflige 12,5 milhões de brasileiros, outros 27,5 milhões no sub emprego e mais 5 milhões no desalento.
 
Os números do desemprego já eram estonteantes no governo golpista de Michel Temer. E neste setembro de 2019, alcançam 45 milhões de pessoas afligidas, cerca de 12 milhões de famílias abandonadas por um governo ideológico, que presta culto ao deus 'mercado', confiante, em sua ignorância e estúpida teoria econômica neo-liberal, de que em algum momento, sem incentivos creditícios, fiscais, cambiais quaisquer,  e com todo o desincentivo trazido pela crise política e por um governo destrambelhado, esse deus mercado irá parir os milhões de empregos imprescindíveis ao bem-estar da Nação. 
 
Guedes destacou na entrevista a sua agenda de reformas liberais e de controle dos gastos públicos sustentados pelo governo. Afirmou que este busca reverter a "falência" do Estado brasileiro causada por "governos social-democratas".
 
"O crescimento do país foi destruído ao longo de décadas. Começamos a fazer as reformas e acho que há uma boa oportunidade para a economia avançar bem no próximo ano",
 
disse o ministro, confiante na falta de memória do povo brasileiro e descuido com a flagrante contradição de quem aponta que crescimento acontecerá somente daqui a quatro anos e afirma simultaneamente que a economia irá avançar bem em 2020. Guedes é o próprio papo furado do vendedor de bíblia sem consistência.
 
"O excesso de despesas quebrou a economia brasileira",
 
inventa Guedes, ignorando que, nos ultimos dez anos houve queda na taxa de crescimento das despesas correntes do Estado, mas que lamentavelmente esta queda foi superada pela queda na arrecadação das receitas públicas.
 
A evolução negativa das receitas públicas resultou notadamente da crise política engendrada pela oposição conduzida pelos partidos DEM e PSDB, que irresponsavelmente buscaram a inviabilização econômica do País no governo de Dilma Rousseff, para que não se reelegesse, em 2014, ou, eleito e empossado, em 2015, não conseguisse governar.
 
"Vamos obstruir todos os trabalhos até o país 'quebrar' e a presidente Dilma ficar incapacitada de governar, sem apoio parlamentar. Aí reergueremos o país que nós queremos, independente dos acontecimentos que envolvam o ex-presidente Lula e as ações do Judiciário. Sem o poder Legislativo, nenhum governo se sustenta".
 
Essas foram as palavras de Aécio Neves, presidente do PSDB e candidato derrotado no 2º turno das eleições presidenciais de 2014, no primeiro dia que foi ao Senado, 05.11.2014, para reassumir seu mandato de senador, após a derrota nas urnas.
 
A materialização desse projeto sórdido e lesa Pátria, foi conseguida por meio da aliança com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e sua estratégia de aprovação, naquela Casa, de "pautas-bombas", projetos de lei que minariam a economia do País. O corolário dessa aliança foi a deposição de Dilma Rousseff, em 2016.
 
Mas o golpismo prosseguiu com a prisão de Lula, em abril de 2018, obstaculizando sua eleição à presidência, em outubro de 2018, com as denúncias do Ministério Publico, contra o candidato petista à presidência da República, Fernando Haddad, com as fakenews contra este disparadas pelo empresariado apoiador da candidatura de B., ilegalidades ignoradas pelo TSE. 
 
Esse quadro de instabilidade política, acrescido da auto-inviabilização do governo B., compõe a dimensão da crise política que acovarda o empresariado nacional e internacional em seu pretenso "apetite animal" por investir e assumir riscos no País. E não podemos esquecer que o BNDES, cujos empréstimos são fator de atração de investimentos, está sendo desmontado por Guedes. 
 
Perdido e Inoperante, Guedes 'sabe nada'
 
Quando Bolsonaro assumiu a presidência em 1º de janeiro,  gerou expectativas de que a economia iria revitalizar-se rapidamente. Economistas do mercado financeiro e muitos analistas especularam que a agenda liberal de Guedes iria deflagrar um "choque de confiança" que incrementaria investimentos produtivos e passaria a reduzir o desemprego, este ainda que em rítmo mais lento.
 
No entanto, Guedes pediu na última 6ª feira moderação nas expectativas,  mesmo com a aprovação da reforma de previdência pela Câmara dos Deputados, esquecendo-se de sua garantia de que, aprovada, todos os males cessariam. E isso se dá no momento em que esse projeto está pendente da aprovação pelo Senado, como que tirando de seus ombros e do governo a responsabilidade por esse projeto inócuo sob a perspectiva da geração de empregos.
 
Importante pontuar que, na 3ª feira, 10.09, o governo estabelecera a previsão de crescimento do PIB em 0,85% para 2019, confirmando que a economia brasileira permanecerá tecnicamente estagnada.
 
Inoperante, sem qualquer proposta para além da inócua reforma da Previdência, Guedes vai ficando no cargo mediante 'acenos positivos' a seus apoiadores, notadamente à Febraban. O último aceno foi a informação de que levará ao Congresso projeto destinado a atender antiga demanda dos bancos, a liberdade ao Banco Central,  junto com a proposta de criação da UIF Unidade de Inteligência Financeira dentro da estrutura do Banco Central, o antigo COAF Conselho de Controle das Atividades Financeiras. Ambas as propostas, inócuas sob o ponto de vista do emprego.
 
A proposta de reforma tributária em preparo pelo ministério da Fazenda poderia ser outro aceno aos apoiadores do governo B, pedindo-lhes paciência. Todavia, o interesse de Guedes por um tributo assemelhado à CPMF -- que custou a cabeça do secretário da Receita Federal, nesta semana -- acabou por alimentar ainda maior desconfiança na capacidade de B. de cumprir a agenda econômica exigida por seus padrinhos na Febraban e na Fiesp, confiantes de poder controlá-lo.
 
Guedes, incapaz de idealizar, organizar e captanear um projeto de desenvolvimento para o País, põe a perder o governo B. que lhe atribuiu amplos poderes para tal. Governo que agoniza, não por conta de 'facada' ou do possível câncer, mas em razão do grande festival de batatadas, subalternalidade e vexames internacionais, intrigas e crises diárias, além de aparelhamentos do Estado para proteção de seus filhos traquinas, motivação mais que suficiente para a análise de seu impeachment pela presidência da Câmara dos Deputados.
 
Bolsonaro divide, não soma, e destrói o País. Deve cair e levar Guedes e toda troupe mambembe para longe do Planalto.
 


Fonte: da Redação JF sobre ideias em matéria de SputnikNews





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