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Editorial

20 de Agosto de 2019 as 05:08:50



EDITORIAL A ultra-direita não mais nega ilegalidades: Fins justificam Meios, alega


Eis o exemplo.
EDITORIAL 
 
Ultra direita não nega abuso lavajatista 
e o obtusamento protofascista custa muito caro ao País
 
É crescente o auto-convencimento dos sectários apoiadores de Moro e Dalagnol, de que realmente aconteceram as desventuras lavajatistas de abuso de autoridade, desrespeito continuado e desavergonhado à lei e aos princípios constitucionais, manipulação de processo judicial, construção de provas falsas, manipulação e direcionamento de testemunhos e de delações premiadas, interferência deliberada em eleições presidenciais e de governadores estaduais.  
 
Diante do fato de que são inegáveis essas ilegalidades, o marketing da ultra-direita abusada, expresso em matérias veiculadas nas mídias sociais pela internet, pende para o argumento de que os fins justificam plenamente esses meios todos para desarticular o "projeto petista de poder" e de "implantação de uma república bolivariana no Brasil", valendo-se a dupla "Moro-Dalagnol dos mesmos meios utilizados pelo PT para genialmente destruir Lula e o PT".
 
Assim, apenas para modestamente lembrar aos adeptos do MMA e do Vale-Tudo na implantação de uma república policial macarthista à brasileira, que nem a CIA, o FBI, o MI-5, o Mossad, os serviços de inteligência da França e da Suíça, o ministério público desses países, bem como o Departamento de Justiça Norte-americano, mesmo em intensa atividade, desde 2003 até o presente; e, no Brasil, nem a Polícia Federal, ou a Receita Federal e os vários serviços de inteligência, todos eles NÃO encontraram uma única conta bancária, no País ou no Exterior, receptadora de subornos em dólares, ou barras de ouro em cofres, dinheiros escondidos em armários, colchões, potes enterrados em sítios, chácaras e quintais ou escondidos em paredes falsas, pertencentes a Lula, Dona Marisa e filhos.
 
Fracassaram todas as investigações, buscas e apreensões, de modo que restou aos bandidos Moro e Dalagnol -- dois desavergonhados traidores da Pátria -- a este último, a convicção religiosa confessa e sem prova alguma da culpa de Lula; àquele primeiro, a expressão, na sentença judicial condenatória, da existência de um benefício indefinido a Lula, sentença de Moro baseada em um depoimento do presidente do grupo Odebrecht, não aprovado por Teori Zavaski como delação premiada e, a despeito disso, tomado irregularmente sem juramento de dizer a verdade; de modo a configurar uma farsa judicial persecutória e mentirosa, que outro fim não terá senão o de desabar em razão da incipiência do processo judicial e dos nítidos traços e evidências de perseguição política, erigida deliberadamente por uma das elites mais canalhas do planeta; e com o apoio de uma classe média ... das menos ilustradas, menos solidárias e das mais facilmente manipuláveis.
 
E essa avaliação já é consenso no meio jurídico brasileiro e internacional. 
 
O custo aos brasileiros dessa farsa judicial bandida, programada em Washington, foi a entrega da EMBRAER ao consórcio Boeing/Pentágono; e do Pré-sal e refinarias da Petrobras à Exxon; a abdicação do projeto de transformação do Brasil em plataforma de produção e exportação de caças Gripen NG, bem como de helicópteros Helibras/Eurocopter, e ainda de submarinos franceses Scorpene diesel-elétricos.
 
O custo dessa bandidagem jurídica foi também a destruição do projeto de tornar o Brasil produtor de pastilhas de urânio enriquecido para suprir o mercado mundial de usinas nucleares produtoras de energia elétrica para o qual estão previstas cerca de 2.000 novas usinas nos próximos 30 anos, além das 400 atualmente em operação no planeta.
 
E muito mais resultou da articulação do Golpe de Estado de 2016, com Supremo e tudo, em que a operação destruidora lavajatista teve papel essencial: a destruição a indústria de construção naval e de plataformas de petróleo; e também a indústria náutica. A quebra da principal empresa responsável pela construção dos submarinos Scorpène no Brasil
 
Quebrando a indústria petrolífera e a indústria de construção naval, a bandidagem judicial quebrou o estado do Rio de Janeiro, gerou ali e no País a seguinte situação, segundo levantamento estatístico realizado pelo IBGE:
 
a)  13 milhões de pessoas sem qualquer trabalho ... 
b)  27,9 milhões de pessoas subutilizadas ... 
c)  1,06 milhão de pessoas perderam sua ocupação desde 1º de janeiro
d)  67,7 milhões de pessoas fora da força de trabalho ... 
e)  5 milhões de pessoas ao desalento, desistiram de procurar emprego.
 
O quadro é alarmante, mas parece não preocupar o presidente e seu ministro da Economia, que pede paciência por mais dois anos, tempo necessário para concluir a delapidação do País.
 
Uma lástima o nível de obtusamento da elite e da classe média que apoiou o Golpe de 2016 e que deu no que deu: um governo proto-fascista familiar, de personagens que melhor se encaixariam no gibi do Recruta Zero ou em episodio da Família Buscapé.
 
As forças mais retrogradas se articularam para destruir o Pais sob a alegação idiota de um projeto bolivariano e autoritario brasileiro. E lembrar que, há exatos cinco anos, Delfim Neto escreveu, em matéria publicada no jornal Valor Econômico, que a Democracia Brasileira é sólida e que seria descabido um Golpe de 64 novamente em nossa história.
 
Uma lástima tanta ignorância e descompromisso com o País e seu Povo maravilhoso.


Fonte: da Redação JF

 
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