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Investimentos

16 de Julho de 2019 as 03:07:31



PAPEL E CELULOSE Relatório Setorial do 2º trimestre/2019: Resultado Neutro para Negativo



PAPEL E CELULOSE - Relatório Trimestral
Prévia do 2º Trimestre/2019
 
Pressões nos preços de celulose continuam; neutro para negativo
 
Em meio às dificuldades observadas ao longo do ano no setor com relação não apenas à desaceleração da demanda, mas também às pressões nos preços, as empresas do segmento devem trazer resultados em linha, com uma visão neutra para negativa.
 
As pressões nos preços de celulose advindas da China e da Europa levaram os preços FOEX para baixo, limitando as receitas das fabricantes de celulose. 
 
Estas e a estratégia das empresas de preservar suas florestas para crescimento futuro têm contribuído para manter os custos em níveis mais altos que o esperado, assim, pressionando margens.
 
No segmento de papel, apesar de observarmos um crescimento econômico mais lento no mercado doméstico, os volumes têm crescido ligeiramente e os preços melhorado.
 
Celulose. 
 
As dinâmicas de curto-prazo não mudaram, com as pressões vindo de ambos os mercados, chinês e europeu, derrubando os preços de celulose, ao passo que os estoques de celulose continuam em níveis bem altos nos portos chineses.
 
Em termos de volumes vendidos, diferentemente do que vimos no 1T19, devemos observar um leve avanço nos embarques de celulose, embora parcialmente apagados por menores preços realizados. 
 
Os embarques de celulose do Brasil avançaram 3,3% no trimestre (+17,4% a/a), de acordo com a SECEX, melhor ante o 1T19, quando os embarques subiram 3,4% t/t, mas ficaram estáveis a/a.
 
Apesar disso, as incertezas no curto-prazo continuam, com os impactos da guerra comercial trazendo mais dúvidas sobre o crescimento econômico das duas maiores regiões consumidoras da celulose brasileira. Para o longo-prazo, mantemos nossa visão otimista baseados 
 
(i)   na demanda crescente para tissue,  
(ii)  as restrições quanto ao uso de plástico, 
(iii) na política de restrições ambientais na China.
 
Papel. 
 
Mantendo a tendência recente, os preços de kraftliner caíram nos mercados internacionais, provavelmente espelhando os dados mais fracos da zona do Euro e os sinais de desaceleração da economia global. 
 
No Brasil, embora a demanda ainda não tenha deslanchado como esperado [e preciso], os volumes vendidos tem avançado, respondendo a uma visão mais positiva com algumas das reformas sendo endereçadas na agenda doméstica, principalmente a da previdência. De acordo com a ABPO, as vendas de caixas de papelão avançaram 4,7% no acumulado de 2019 (até maio, último dado disponível), quando comparado ao mesmo período de 2018. 
 
Em maio, entretanto, tivemos o efeito da greve dos caminhoneiros de 2018. Dada a menor velocidade das vendas, a ABPO revisou para baixo a projeção de crescimento para este ano de 3% no início do ano para 1,7%.
 
Outlook. 
 
Acreditamos na manutenção dos desafios de curto-prazo, embora vejamos a cena com melhores olhos. Os dados recentemente divulgados para os preços de celulose de fibra longa na Europa encerrando a tendência decrescente trazem um fôlego para o segmento e esperança de que uma estabilidade possa estar em curso.
 
Não obstante, ainda é muito cedo para chegar a uma conclusão. Devemos esperar e ver, a fim de corroborar nossa opinião de que o pior já tenha passado. No mercado doméstico, com a agenda do governo avançando, devemos ver os índices de confiança melhorando e, consequentemente, os dados macroeconômicos, o que poderia beneficiar o consumo de papel.
 
Destaques 2º Trimestre/2019. 
 
A Klabin deverá apresentar resultados positivos no trimestre, ancorados por maiores volumes vendidos e melhores preços realizados de celulose, principalmente. Com o phase-out iniciado em abril, boa parte da celulose vendida pela Klabin foi ainda comercializada pela Suzano. 
 
Dado o período  de descasamento de ~45 dias entre os preços spot e os pagos pela Suzano, devemos ver maiores preços realizados para a Klabin, considerando os US$ 711/t apresentados pela Suzano no 1T19. Já no que diz respeito aos custos, devemos ver pressões vindas de custos de madeira devido a um maior raio médio, já que a Klabin se prepara para o próximo ciclo de investimentos. 
 
No segmento de papel, os volumes vendidos de kraftliner serão levemente mais baixos t/t devido aos menores preços nos mercados internacionais; assim, devemos ver maiores volumes vendidos de papel cartão (especialmente na exportação), corroborando, uma vez mais, a capacidade de flexibilidade da Klabin.
 
Já para caixas de papelão, os volumes vendidos devem vir marginalmente abaixo das métricas de mercado, embora os preços cheguem a 1% - 2% acima da inflação. Consequentemente, esperamos que o EBITDA da Klabin fique em R$ 999 milhões, estável t/t, mas 13% acima a/a.
 
Destaques 2T19. 
 
Com relação à Suzano, devemos ver um trimestre mais favorável em termos de volumes vendidos, avançando t/t, porém ainda abaixo dos níveis observados no mesmo período de 2018. Já para os preços realizados de celulose, devemos observar uma redução nos preços comercializados pela companhia, especialmente na China, mais próximos agora do FOEX.
 
Os estoques da Suzano continuam em seus maiores níveis nos portos chineses. Já para custos, devemos ainda ver pressões baixistas, apesar dos ganhos de sinergia já em curso. Essas pressões deverão vir de 
 
(i)  custo de madeira, dado o maior raio médio das florestas e, 
(ii) maiores custos fixos, devido à redução da produção já anunciada. 
 
Lembramos que parte destas pressões é resultado da estratégia da Suzano de criar mais valor aos seus acionistas no longo-prazo. 
 
No segmento de papel, a performance está melhor, com volumes maiores e preços melhores. O segmento de tissue deve também contribuir para os resultados positivos no período. Assim, no consolidado, esperamos que o EBITDA chegue em R$ 2.645 milhões, 4,2% abaixo do trimestre anterior e 35% menor que o 2T18.
 

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Fonte: BB INVESTIMENTOS





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