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Editorial

08 de Abril de 2019 as 14:04:48



EDITORIAL - LULA, Um ano de Prisão Arbitrária, Ilegal e Injusta



LULA: Um ano de Prisão Arbitrária, Ilegal e Injusta
 
Um ano de arbítrio, ilegalidade e escaramuças do poder judiciário para manter preso e inelegível o personagem político mais importante do País no últimos 40 anos. LULA é isso: nacional e internacionalmente reconhecido como pacificador. Por isso, odiado pela direita e também por segmentos da esquerda que pretendiam que sua vitória se transformasse em revolução socialista, o que jamais poderia acontecer, como recentemente reconheceu o célebre economista de esquerda Chico de Oliveira.
 
No âmbito doméstico, LULA foi preso em processos absolutamente forjados sem provas, confessadamente pelo Ministério Público; em fôro irregular, confessadamente pelo juiz Moro; com base unicamente em depoimento (e não delação premiada) de Leo Pinheiro, prestado na condição de testemunha, sem juramente e sem compromisso de dizer a verdade. 
 
O depoimento do presidente da OAS teve rejeitada, pela PGR de Rodrigo Janot, a pretensa condição de Delação Premiada, em razão de não terem sido apresentadas provas documentais do conteúdo declarado. Mas, Sergio Moro, ilegalmente, acolheu por inteiro o depoimento falso de Leo Pinheiro, cujo teor foi antecipadamente negociado pelo MPF, sob constrangimento moral ilegal após 6 meses de prisão.
 
No País, a prisão de LULA destinou-se a retirá-lo das eleições presidenciais de 2018 para poder ser enfim eleito candidato filo-americano e pró-mercado, no intento de viabilizar implantação da Reforma da Previdência, à moda liberal, exigida pelo mercado desde o governo Collor e peremptoriamente negada pelos governos petistas, os quais sempre argumentaram que a expansão do PIB e a formalização do trabalho ampliariam, como de fato ampliaram, os recursos da previdência e afugentariam os riscos de falência do sistema previdenciário público. 
 
No âmbito internacional, a prisão de LULA serviu à entrega do Pre Sal, da Petrobras, da Embraer e da Base de Alcântara e a capitulação dos militares brasileiros frente aos americanos.
 
Ainda no âmbito internacional, a prisão de LULA importa também no enfraquecimento dos BRICS e no desenvolvimento de animosidades entre China e Índia, também em favor de interesses dos EUA, algo que Lula conseguiria harmonizar, como o fez enquanto foi presidente da República e personagem de destaque desse grupo de países. 
 
A prisão de LULA serve aos interesses dos EUA e foi desenvolvida estrategicamente pelo Departamento de Estado Norte Americano em estratégia que também envolveu o Departamento de Justiça dos EUA. Como um pais da dimensão do Brasil não poderia ser vítima de algo como o movimento de "primaveras árabes" articuladas pela CIA nos países do norte da África e na Turquia, a abordagem norte americana no Brasil foi por meio de uma Guerra Híbrida, na qual o Departamento de Justiça norte americano envolveu membros do poder judiciário brasileiro, o MPF Ministério Público Federal, a Procuradoria Geral da República. 
 
De início, confiava-se que o mecanismo de captura dessas autoridades brasileiras teria sido sua participação em seminários e simpósios internacionais, promovidos pelo governo norte-americano, como palestrantes e celebridades, com mesuras, rapapés, títulos e medalhas. O depoimento do advogado Tacla Duran, sobre a existência de um "esquema" milionário envolvendo o juiz Moro, bancas de advocacia e os procuradores da LavaJato, formaram uma neblina sobre essa questão.
 
Essas suspeitas ganharam configuração de evidência nas últimas duas semanas, quando veio a público a movimentação de recursos milionários, originários de multas impostas à Petrobras pelo Depto de Justiça dos EUA, além de acordo com a construtora Odebrecht, recursos que teriam rumado à conta bancária de procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, a título de criação de uma fundação que visaria o combate à corrupção e outros fins.
 
Se confirmado o caráter financeiro da motivação da Lava Jato, cai definitivamente o véu de idealismo juvenil de sua cruzada e surge a corrupção como leitmotiv verdadeiro. 
 
Seja qual for o nível de corrupção do poder judiciário, o corporativismo dessa categoria tem invariavelmente protegido seus integrantes. E, considerada a confluência de interesses econômicos e políticos na prisão de LULA, é muito pouco provável que tais descobertas alterem sua condição de condenado.
 
Prossegue a autodestruição do governo Bolsonaro por meio de crises sucessivas observadas nos 100 dias iniciais de governo. O amadorismo, a ausência de projeto, a improvisação e a incompetência explicam a acelerada queda do índice de aprovação do governo em 15 milhões de bolsonaristas em tão curto tempo.
 
Mas, nenhum desse fatores torna próxima a libertação de LULA, que somente ocorrerá a partir de gigantes manifestações populares nas ruas, com perfl de incontroláveis comoções sociais, como as que ocorreram nas grandes capitais brasileiras em prol da queda da ditadura nos anos 80, com milhões de pessoas nas ruas.
 
Lula Livre.
Fora Bolsonaro.
 
 


Fonte: da Redação JF





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