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Editorial

27 de Janeiro de 2019 as 03:01:02



EDITORIAL Guerra por Recursos Naturais em curso na Venezuela



Conflict over valuable resources - and the power and wealth they confer - has become an increasingly prominent feature of the global landscape. Often intermixed with ethnic, religious and tribal antagonisms, such conflict has posed a significant and growing threat to peace and stability in many areas of the world.
 
Michael T Klare,
in 'Resource Wars, 2001
 
 
Incrível haver pessoas que não querem ou não podem ver que a motivação dos EUA, por seu apoio imediado a Juan Guaidó e à derrubada do governo Maduro, ocorre por causa do interesse dos EUA no controle do petróleo venezuelano por empresas americanas.
 
Nunca houve interesse real ou tentativa norte americana de defender a democracia venezuelana, mas tão somente garantir o domínio dos EUA sobre os recursos naturais venezuelanos. A Venezuela é o país que possui as maiores reservas de petróleo do planeta. E o que os EUA fazem, neste momento, é empurrar a América Latina para a aventura de intervenção militar na Venezuela, com o objetivo de derrubar Maduro e colocar em seu lugar governo filoamericano para abrir o setor de petróleo à exploração por empresas norte-americanas, e à exportação aos EUA.
 
O que se pode dizer de um país como a Venezuela que fez 25 eleições gerais nos últimos 20 anos ? E quanto se pode também afirmar sobre alguém que foi reconduzido à presidência,  em 2018, com 5,8 milhões de votos, correspondentes a 68% dos votos válidos, em eleições em que competiram três outros candidatos representantes da oposição a Maduro?  Que é uma ditadura?  Que é um déspota ?  A resposta a ambas as perguntas é uma só: Jamais !
 
A eleição presidencial de 2018 foi fiscalizada por uma comissão internacional da qual participaram pessoas insuspeitas e de expressão internacional como o ex-primeiro ministro espanhol José Luiz Zapatero. E essa comissão validou aquele processo eleitoral, caracterizou-o como de 'eleições livres', das quais resultou o segundo mandato de Maduro na presidência da Venezuela, para o período de 2019 até 2025, e sua diplomação e posse neste janeiro de 2019. 
 
Por muitas razões, o governo venezuelano tem sido tolerante, pois na Espanha, na França, na Inglaterra, nos EUA, na Alemanha, Juan Guaidó, pelo que fez, teria sido preso de imediato.
 
É impossível esquecer a canalhice histórica da oposição venezuelana, que tem em seu curriculum a responsabilidade por uma tentativa fracassada de golpe de estado, de extrema direita, que ensaiou a implantação de uma ditadura, em 11.04.2002, com fechamento do Congresso venezuelano e extinção da Suprema Corte, com o apoio norte-americano.
 
Naquele momento, aturdida, a população de Caracas e de distritos próximos marchou em direção ao palácio do governo, resistiu e coube à Guarda Nacional venezuelana libertar Hugo Chaves -- que estivera por três dias detido em quartel por segmento militar golpista -- e reconduzí-lo à presidência da república.
 
Na última 5ª feira um jovem deputado, Juan Guaidó, sem expressão ou passado de trabalho, auto-proclama-se presidente "em nome de Deus", desdenhando os milhões de votos da população a Maduro para presidência.
 
E neste sábado, 26.01, Guaidó recebe apoio dos governos dos EUA, Espanha, França e Alemanha, sob a forma de ultimatum a Nicolás Maduro, para que em até oito dias convoque "eleições livres".
 
E, como se não bastasse a desfaçatez, o Banco da Inglaterra, responsável pela guarda de parte das reservas internacionais venezuelanas, nega-se -- sob inspiração do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeu --  a transferir US$ 550 milhões em 14 toneladas de barras de ouro a outro depositário deslocado da área de influência dos EUA e a salvo de suas sanções econômicas ... Pior, o Banco da Inglaterra propõe-se a entregá-lo ao "governo" Juan Guaidó !!! 
 
A Hipocrisia e o oportunismo dos governos dos EUA, França, Espanha e Alemanha objetiva seu apossamento do petróleo venezuelano, contra o interesse manifesto democraticamente pela maioria do povo venezuelano, nas eleições livres de 2018, chanceladas internacionalmente.
 
O fato é que a oposição a Maduro nunca foi boa de voto, nunca foi boa de urna e sempre tem apanhado há décadas em eleições presidenciais. Por isso, quer acabar com a democracia na Venezuela, impor os interesses imediatistas do mercado e salvaguardar polpuda participação americana na exploração do petróleo, em troca de migalhas que irão alimentar o stablishment e o bem estar das classes abastadas, tal como recém aconteceu no Brasil. 
 
Todo o apoio a Maduro e ao povo venezuelano, contra a intervenção militar e contra as 'forças de paz' na Venezuela.


Fonte: da Redação JF





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